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18/09/2009 - 16h31

Dólar sobe pelo segundo dia e vai a R$ 1,811; no mês, perda é de 4,13%

Da Redação
Em São Paulo
A cotação do dólar comercial subiu pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira. A moeda fechou em alta de 0,17%, a R$ 1,811 na venda. Apesar do ganho, encerrou a semana com queda acumulada de 0,88%. No mês, a perda é de 4,13%.

O Banco Central comprou dólares no mercado à vista e a taxa aceita para a operação ficou em R$ 1,8042.

O dia foi de instabilidade para o dólar, que operou entre o positivo e o negativo.

Segundo analistas, há muita resistência para movimentos mais bruscos da moeda norte-americana. Bancos têm pouco interesse na valorização do dólar, pois sustentam mais de US$ 3 bilhões em posições vendidas (apostas na queda da moeda) no mercado à vista. O dado é estimado por agentes de mercado a partir do fluxo de setembro.

Para cobrir essa posição, as instituições aguardam um ingresso de dólares mais consistente, mas querem que a taxa esteja relativamente baixa quando isso acontecer para fazer as compras a um preço mais favorável.

Por outro lado, ainda há uma projeção que a moeda ficará em torno de R$ 1,80. Embora bancos como o BNP Paribas e o Bradesco já apontem em relatórios para alvos a níveis inferiores, ainda há muitos contratos a serem defendidos no atual patamar.

Na quarta-feira, por exemplo, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,796 , mas terminou o dia a R$ 1,80 - o menor nível em quase um ano.

No médio prazo, profissionais de mercado apontam que a tendência do dólar é de baixa por causa da expectativa de ingressos no país por ofertas de ações e emissões de dívida.

Dois exemplos recentes são a aprovação de um limite maior de participação de estrangeiros no Banco do Brasil, que passou de 12,5% para 20%, e a intenção da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) de vender cerca de R$ 1 bilhão em novos papéis.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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