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12/11/2009 - 16h47

Dólar sobe pelo terceiro dia seguido e fecha em R$ 1,739


Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,99%, a R$ 1,739 na venda. Foi o terceiro dia consecutivo de valorização. Apesar do avanço, a perda acumulada da moeda no mês é de 0,97%, enquanto no ano ainda é de mais de 25%.

Confira também as cotações anteriores do dólar e de outras moedas em novo gráfico interativo.

 Segundo analistas, houve ajustes no mercado internacional. A principal justificativa no mercado global de câmbio era técnica. Segundo operadores, em um dia de agenda esvaziada, a queda dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos favoreceu ajustes de alta para o dólar.

No Brasil, a pressão de alta vinda do exterior se aliou à sensibilidade do mercado a possíveis medidas do governo para tentar reduzir a valorização do real.

Em outubro, o governo passou a cobrar 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital para bolsa e renda fixa. Outros países também avaliam medidas para combater o excesso de liquidez provocado pelo barateamento do crédito na luta pela recessão.

Na opinião do banco de investimento Goldman Sachs, as especulações sobre uma nova intervenção do governo têm freado a atividade do mercado. "Acreditamos que a mudança no fluxo financeiro líquido reflete a incerteza acentuada sobre o que o governo fará agora a respeito dos fluxos de capital", avaliou o economista Paulo Leme em relatório.

Na semana passada, houve a saída de US$ 1,388 bilhão do país, em termos líquidos.

Na noite de quarta-feira, o Banco Central definiu que os instrumentos financeiros vinculados a empréstimos captados no exterior terão que ser registrados.

"A medida em si não tem efeito muito grande no mercado", disse o gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado. Tem "mais um efeito psicológico, que é a gente saber que o BC está estudando alternativas de maior regulamentação no mercado."

Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, chamou a decisão de "aperfeiçamento normativo no mercado financeiro".

"Poderíamos definir a medida como um 'choque de transparência' na caixa preta dos derivativos", completou, fazendo em seguida uma menção às perdas registradas por algumas empresas por causa de instrumentos cambiais no auge da crise global, no ano passado.

Sadia, Aracruz e Grupo Votorantim, por exemplo, somaram bilhões de dólares em prejuízos.

(Com informações da Reuters)

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