UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

16/11/2009 - 18h46

Em dia de dados sobre emprego, Bovespa sobe quase 2%, e dólar cai a R$ 1,711


Da Redação, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,99% nesta segunda-feira, aos  66.627,09 pontos. O dia teve notícias positivas sobre trabalho. O emprego com carteira assinada no Brasil teve o melhor outubro desde 1992. Veja cotações das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

O dólar comercial fechou em queda de 0,64%, a R$ 1,711 na venda. Confira também as cotações anteriores do dólar e de outras moedas em novo gráfico interativo.

O dólar acompanhou um movimento global de baixa em meio à valorização de ativos ligados a risco, como commodities e ações.

O gatilho para a jornada de desvalorização do dólar foi o encerramento da reunião de cúpula do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), que terminou no final de semana sem uma referência clara a respeito do enfraquecimento da moeda norte-americana. Participam do fórum países como Estados Unidos, China e Japão.

Investidores no exterior interpretaram o silêncio como um sinal para continuar vendendo dólares, na expectativa de que será mantida por enquanto a atual conjuntura de déficit comercial dos Estados Unidos e de crédito barato em todo o mundo.

A queda só perdeu força no meio da tarde, brevemente, quando o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse que o banco central norte-americano está atento ao declínio do dólar, para evitar que prejudique a tarefa de controlar a inflação e estimular o emprego.

"A pressão (de baixa) é muito grande. Os Estados Unidos estão muito longe de aumentar os juros. E a China não vai mudar a política cambial dela", disse José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

No entanto, agentes de mercado têm a expectativa de que o prolongamento desse movimento leve o governo brasileiro a adotar novas medidas para tentar frear a valorização do real.

Em outubro, começou a ser cobrado 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a entrada de capital estrangeiro para ações e renda fixa.

O mercado também monitora a situação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Mario Torós. Cresceram as expectativas no mercado de que Torós possa deixar o cargo após entrevista ao jornal Valor Econômico publicada no final da semana passada, em que detalhou os bastidores da crise global no país.

(Com informações da Reuters)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host