UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

17/11/2009 - 18h43

Bovespa fecha acima de 67 mil pontos e bate recorde do ano


Da Redação, em São Paulo

Depois de um dia instável, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu mais de 1%, fechou acima de 67 mil pontos e bateu o recorde do ano.

O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) encerrou esta terça-feira com valorização de 1,17%, aos 67.405,98 pontos. Foi o maior pontuação do ano, desde 19 de outubro, quando foram marcados 67.239,45 pontos. Veja ainda cotações das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,35%, a R$ 1,717 na venda, depois de dois dias de queda. Confira também as cotações anteriores do dólar e de outras moedas em novo gráfico interativo.

 

 O dólar manteve-se atrelado ao mercado internacional. O principal motivo para a alta no exterior foi o discurso do dia anterior do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke. Ele surpreendeu investidores ao mostrar preocupação com os efeitos da prolongada queda do dólar sobre o mandato do Fed no controle da inflação e no estímulo do emprego.

Nesta terça-feira, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse que o dólar forte interessa a toda a comunidade internacional, e acrescentou que está de "pleno acordo" com a análise de Bernanke.

Embora fosse a principal justificativa para os ajustes de alta do dólar no exterior, a fala de Bernanke não foi capaz de reverter a queda do dólar na própria segunda-feira, em meio ao maior apetite por risco.

No Brasil, a subida do dólar teve uma dimensão menor do que no resto do mundo. Operadores apontaram a perspectiva de entrada de capitais no país como causa para a falta de combustível para alta --o grupo JBS, por exemplo, pretende captar até 2,5 bilhões de dólares ainda este ano.

O mercado ainda trabalha, no entanto, com a cautela provocada pela expectativa de que uma eventual aproximação do dólar à marca de 1,700 real possa motivar novas medidas do governo. Em outubro, o governo adotou a cobrança de 2 por cento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital para ações e renda fixa.

"Já virou um tabu", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a respeito do nível psicológico de R$ 1,70. Mas "não se valoriza dólar por decreto", ressalvou.

Segundo profissionais do mercado, a troca na diretoria de Política Monetária do Banco Central não teve impacto sobre os negócios. Mario Torós ainda não foi exonerado pelo presidente da República, e Aldo Luiz Mendes só ocupará o cargo após ser sabatinado pelo Senado e nomeado por Lula.

(Com informações da Reuters)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host