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23/11/2009 - 18h48

Bovespa sobe 0,73%, e dólar cai a R$ 1,729


Da Redação, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,73% nesta segunda-feira, aos 66.809,40 pontos. No acumulado do mês, a Bolsa ganha 8,55%, enquanto no ano, a valorização alcança 78%. Veja ainda cotações das ações e fechamentos anteriores da Bolsa. 

 

A cotação do dólar comercial encerrou em queda de 0,23%, a R$ 1,729 na venda. No mês, a moeda tem perda acumulada de 1,54%; no ano, de 25,89%.

A queda do dólar refletiu, segundo analistas, comentários do presidente banco central dos Estados Unidos da unidade de St. Louis, James Bullard. Ele afirmou no domingo que o banco central norte-americano deve manter o programa de compra de ativos por um período maior do que o planejado.

O vigor surpreendente das vendas de moradias usadas nos Estados Unidos também sustentou o otimismo no exterior.

Segundo operadores estrangeiros, também houve um aumento do apetite pelo risco e ajustes de posição após a alta acumulada nos últimos dias da semana passada.

O mercado também se prepara para uma agenda repleta de indicadores nesta semana.

Apesar do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos na quinta-feira, ao longo da semana os operadores receberão a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no terceiro trimestre, dados do setor imobiliário e de confiança do consumidor, por exemplo.

"A agenda da semana é intensa e pode direcionar os mercados para qualquer dos lados", disse Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, em relatório.

Economistas avaliam que o mercado também aguarda notícias a respeito de possíveis medidas a serem adotadas pelo governo para tentar frear a valorização do real no longo prazo.

Na semana passada, por exemplo, o ministério da Fazenda passou a cobrar uma taxa sobre operações com recibos de ações brasileiras no exterior, em um complemento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) adotado em outubro sobre a entrada de capital estrangeiro em ações e renda fixa.

A iniciativa de adotar novas medidas foi confirmada nesta segunda-feira pelo secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa. Segundo ele, o governo estuda propostas regulatórias que podem contribuir para reduzir a volatilidade do câmbio, mas a tendência é que os próximos passos sejam tomados de forma gradual.   

Barbosa citou como exemplo o pleito da BM&FBovespa  para que os investidores estrangeiros possam depositar no exterior as garantias exigidas em operações com derivativos. Caso o governo aprove a medida, a ideia é que seja testada inicialmente para um único contrato.

"Se funcionar bem, você estende para outros contratos, até que vai chegar em um momento em que você vai ter todos os contratos nessa regra", disse à Reuters.

(Com informações da Reuters)

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