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27/11/2009 - 19h12

Moratória em Dubai perde força, e Bovespa sobe; dólar cai a R$ 1,743


Da Redação, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou nesta sexta-feira em alta de 1,04%, aos 67.082,15 pontos. Durante a manhã, ela havia operado em queda por causa crise de Dubai, mas acabou invertendo o rumo durante o dia. O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) terminou a semana com alta acumulada de 1,14%. No ano, o ganho chega a quase 79%. Veja cotações das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

A cotação do dólar comercial terminou em queda de 0,4%, a R$ 1,743 na venda. Embora tenha começado o dia em alta, por conta do nervosismo dos investidores com a moratória bilionária de Dubai, a tensão foi dissipada ao longo do dia.

Quando há riscos de crise, uma tendência normal no mercado é que o dólar dispare e a Bolsa caia. Isso ocorre porque os investidores geralmente vendem ações (sujeitas a quedas de preço) e compram dólares (que seriam uma reserva mais garantida). Quando a busca pela moeda aumenta, também sobe o seu valor. No entanto, foi verificado o movimento inverso em ambos os casos.

O receio de investidores de que grandes instituições financeiras europeias fossem atingidas por atrasos nos pagamentos de empréstimos feitos a fundos de Dubai arrefeceu, após vários bancos terem informado que não tinham exposição àquele mercado.

"As Bolsas derreteram na quinta-feira, mas hoje Wall Street corrigiu um pouco o excesso dos outros mercados", disse Pedro Galdi, analista da corretora SLW.

Em Nova York, onde as Bolsas operaram em esquema de plantão após o feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, as perdas acabaram sendo menores do que as registradas nas demais praças globais na véspera. O índice Dow Jones recuou 1,48%. As Bolsas europeias.

Ações de empresas importantes no Brasil, como Petrobras e Vale, tiveram bom desempenho. O papel preferencial da petrolífera avançou 1,17%, para R$ 38,9, enquanto o da Vale teve alta de 0,99%, a R$ 42,9.

Para a próxima semana, os investidores devem seguir atentos a detalhes sobre as dificuldades financeiras de Dubai. Não há muitos dados sobre a economia americana previstos para o início da semana.

 

(Com informações da Reuters)

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