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26/01/2010 - 18h43

Dólar é o maior em 4 meses, e Bolsa tem menor pontuação desde novembro

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial encerrou esta terça-feira com alta de 0,88%, a R$ 1,836 na venda, completando o sexto dia consecutivo de ganhos. Esse é o maior valor registrado pela moeda americana desde 4 de setembro de 2009, quando fechou em R$ 1,842. Com isso, a moeda já acumula ganhos de 5,34% em 17 dias de operação, desde o início do ano.

No sentido oposto, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,05%, aos 65.523,73 pontos. É o menor valor desde 13 de novembro, quando foram marcados 65.325,63 pontos. Essa foi a quarta queda seguida do Ibovespa (principal índice da Bolsa). Durante o dia, a Bolsa chegou a ficar na casa dos 64 mil pontos. Nos 16 dias de operação neste ano, a Bolsa já perdeu, no acumulado, 4,47%.


Segundo o sócio da M2 Investimentos, Luiz Gustavo Medina, o quadro de baixa na Bovespa é formado por notícias preocupantes em um momento em que a bolsa brasileira já não está tão barata ou, ao menos, em um patamar pouco confortável para formação e manutenção de posições compradas. "Por isso, temos essas realizações de lucro."

Faltam compradores finais, explica Medina, apontando para a preocupação com um aperto monetário na China e as dúvidas quanto à concessão de um novo mandato para o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke. Segundo o especialista, no ano passado o mercado viu os dados passarem de ruins para melhores. Mas, agora, não vê os indicadores evoluírem de melhores para bons. "As notícias estão deixando os investidores reticentes."

Ainda de acordo com Medina, além de o noticiário não ajudar, os ativos brasileiros não retornaram a um patamar de preço que é convidativo à formação de novas posições compradas.

Entre as principais notícias do dia, o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou a expectativa de que a economia brasileira cresça 4,7% em 2010, o que ajudará a América Latina a ter um ano melhor do que o previsto, com avanço de 3,7%.

O Tesouro Nacional infomou que a dívida pública federal fechou 2009 em R$ 1,497 trilhão, ante R$ 1,397 trilhão no final de 2008. Isso representa uma expansão de 7,2% no estoque da dívida. Apesar do aumento, o endividamento ficou perto do piso do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2009, de R$ 1,450 trilhão a R$ 1,600 trilhão.

No campo internacional, a Grã-Bretanha saiu da recessão no quarto trimestre de 2009, mas com uma taxa de crescimento mais fraca que a esperada, sugerindo que qualquer aperto monetário está longe de ocorrer.

(Com informações de Reuters, EFE e Valor Online)

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