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09/02/2010 - 18h37

Bolsa sobe 2,5% com promessa de ajuda à Grécia; dólar cai a R$ 1,846

Da Redação, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou esta terça-feira em alta de 2,48%, aos 64.718,17 pontos, no segundo dia consecutivo de ganhos. Isso fez com que o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) recuperasse parte das perdas registradas em fevereiro, que registra recuo de 1,04% no mês. A Bolsa registrou com essa alta o melhor pregão do ano.

Na contramão, a cotação do dólar comercial encerrou em queda de 1,5%, a R$ 1,846 na venda, completando o segundo dia consecutivo de perdas.

 

Entre os principais destaques do dia, o mercado amanheceu com a notícia de que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, antecipou a volta de uma viagem à Austrália.

A decisão foi interpretada como um sinal da iminência de um socorro coordenado para a Grécia, cujas dificuldades fiscais têm derrubado o euro e fortalecido o dólar desde o início do ano. As notícias correram os mercados financeiros mundiais e ajudaram bolsas de valores e o próprio euro a subir.

De acordo com reportagem publicada pelo site do jornal Financial Times Deutschland, o governo da Alemanha estaria planejando um programa de auxílio à Grécia. Tal ajuda, porém, só seria concedida mediante o compromisso do governo grego em realizar reformas profundas no Estado.

No Brasil, nível de emprego na indústria brasileira terminou 2009 com queda de 5,3%, a maior redução desde 2002, quando começou a pesquisa do indicador.

A inadimplência do consumidor caiu 8,1% em janeiro em relação a um ano antes, a maior queda anual para os meses de janeiro desde 1999.

Os investidores estrangeiros continuaram a sacar recursos da Bolsa brasileira na semana passada, levando o saldo negativo de suas operações com ações a R$ 2,549 bilhões no ano, informou a BM&FBovespa nesta terça-feira.

Foram R$ 449,7 milhões em saídas líquidas na semana passada, que se somam aos R$ 2,1 bilhões do primeiro mês do ano. O Ibovespa caiu 4% na semana passada em meio a temores sobre a saúde fiscal de países europeus.

(Com informações de Reuters, EFE e Valor Online) 

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