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12/02/2010 - 18h41

Bolsa cai após 4 dias, mas ganha quase 5% na semana

Da Redação, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou esta sexta-feira em queda de 0,41%, aos 65.854,97 pontos, após quatro dias consecutivos de ganhos. Apesar do recuo, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) encerrou a semana com alta de 4,93%.

No sentido inverso, a cotação do dólar comercial encerrou em alta de 0,7%, a R$ 1,863 na venda. Apesar do bom desempenho no dia, a moeda terminou a semana com perda acumulada de 1,48%. No mês, a queda é de 1,17%.


Após uma semana dominada por expectativas sobre a Grécia, a China concentrou as atenções nesta sexta-feira e provocou uma onda de aversão a risco ao elevar os depósitos compulsórios de bancos.O banco central chinês anunciou aumento de 0,5 ponto percentual, que entra em vigor no dia 25. O mercado não esperava um acréscimo agora, após a alta no mês passado.

Depois de a União Europeia não anunciar medidas específicas para a Grécia ontem, adiando para a próxima semana detalhes sobre o acordo, o quadro instável nos negócios deteriorou-se. Ainda na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) de economias importantes também frustrou expectativas, com a zona do eurocrescendo 0,1% no quarto trimestre.

No Brasil, o lucro da Caixa Econômica Federal (CEF) saltou 57,4% no quarto trimestre de 2009, para R$ 972 milhões. No ano, porém, os ganhos do banco caíram 23% em relação a 2008 e totalizaram R$ 3 bilhões.

A inflação medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) teve forte aceleração em fevereiro e mais que quintuplicou em relação a janeiro, para 1,08%.

Na cena corporativa, a Companhia Siderúrgica Nacional modificou os termos de sua oferta de dezembro pela portuguesa Cimpor, desistindo de deter o controle da empresa e elevando o preço proposto para 6,18 euros por ação.

Depois do Carnaval

Quando o mercado voltar às operações de dólar às 13h da Quarta-Feira de Cinzas, os agentes afirmam que a atenção deve continuar voltada ao cenário externo.

"Naturalmente, os 'ruídos' externos não passarão desapercebidos por aqui e podem determinar movimento de alta", avaliou Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora.

Ele ressaltou, porém, que a possível alta deve ser apenas pontual, e não sustentada, "visto que não temos problemas de fluxo cambial". O país registrou entrada líquida de quase US$ 2 bilhões na primeira semana do mês, elevando a quantidade de moeda estrangeira em posse dos bancos.

Além disso, dados da BM&FBovespa mostraram uma segunda redução consecutiva na posição comprada dos investidores estrangeiros nos mercados de dólar futuro e cupom cambial. Eles contabilizavam US$ 5,919 bilhões em compras líquidas na quinta-feira, ante US$ 6,868 bilhões no dia anterior.

(Com informações da Reuters)

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