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26/02/2010 - 18h57

Bolsa sobe 0,58% e fecha fevereiro com ganho de 1,7%; dólar perde 4,1% no mês

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta sexta-feira em em alta de 0,58%, aos 66.503,27 pontos. Com isso, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fecha fevereiro com ganhos de 1,68%. Apesar do avanço no mês, as a Bolsa ainda acumula perdas de 3% no ano.

A cotação do dólar comercial encerrou com queda de 1,31%, a R$ 1,807 na venda.  Com isso, a moeda americana encerrou o mês de fevereiro com perdas de 4,14%. No acumulado do ano, entretanto, os ganhos são de 3,67%.


Ilustrando o cenário volátil que balizou os negócios desde meados de janeiro, a última sessão do mês da Bovespa foi de intenso vaievém, em meio a sinais divergentes da economia norte-americana, que preencheu o vácuo de notícias da crise na zona do euro.

O movimento financeiro da sessão foi de R$ 6,52 bilhões. Para profissionais do mercado, a tendência recente de volatilidade e giro de negócios mais enxuto, repetida nesta sessão, deve voltar a acontecer ao longo de março, pelo menos até que surjam sinais de uma solução para a crise fiscal de países europeus e de melhora do emprego e do setor imobiliário nos Estados Unidos.

"Esses são hoje os principais balizadores das bolsas e ninguém está muito confortável em ficar muito comprado com a situação do jeito que está", disse o diretor de renda variável da Máxima Asset Management, Felipe Casotti.

À espera de um desfecho satisfatório para a Grécia, ícone da explosivo déficit público europeu, o investidor tentou nortear os negócios com base na extensa agenda econômica dos EUA desta sexta-feira. Não conseguiu.

Ao mesmo tempo em que divulgou expansão maior do PIB do quarto trimestre de 2009, na leitura revisada, e crescimento acima das expectativas da atividade empresarial no Meio-Oeste em fevereiro, os Estados Unidos anunciaram queda do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan em fevereiro e recuo inesperada das vendas de moradias usadas no país.

A agenda de resultados trimestrais de companhias domésticas tampouco apontou uma direção firme. A fabricante de papel e celulose Fibria apresentou desempenho inferior ao esperado por analistas e viu sua ação cair 5,3%, a R$ 32,95 reais, o pior desempenho do Ibovespa.

Na mão contrária, Companhia Siderúrgica Nacional teve lucro superior ao projeto por analistas, fez projeções animadoras para o mercado de aço em 2010 e foi recompensada com alta de 2% de sua ação, a R$ 59,15.

Desse modo, o investidor acabou se referenciando no mercado de commodities, que teve um dia de ganhos, em uma sessão de fraqueza do dólar frente às principais moedas internacionais.

Entre as principais notícias do dia, a confiança da indústria brasileira aumentou em fevereiro pelo 13o mês seguido, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2007 e a terceira melhor leitura da série histórica iniciada em abril de 1995.

Na divulgação de resultados, a Volkswagen, maior montadora da Europa, anunciou uma queda de seus lucros em 2009 de 79,8% a 960 milhões de euros (1,3 bilhão de dólares).

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) obteve lucro líquido de R$ 745,431 milhões nos três meses terminados em dezembro de 2009. No trimestre antecedente, o ganho foi maior, de R$ 1,149 bilhão. No quarto trimestre de 2008, o lucro correspondeu a R$ 3,936 bilhões.

(Com informações de Reuters)

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