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04/03/2010 - 18h43

Bolsa sobe 0,26% em dia instável; dólar fecha em alta de 0,11% e vai a R$ 1,792

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta quinta-feira em alta de 0,26%, aos 67.814,70 pontos, após oscilar entre o positivo e o negativo durante todo o pregão. Com isso, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) registra ganhos de quase 2% na semana.

Após um dia de instabilidade, a cotação do dólar comercial encerrou com leve alta de 0,11%, a R$ 1,792 na venda. No ano, a moeda tem ganho acumulado de 2,81%.


Durante a manhã, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que a produtividade fora do setor agrícola aumentou 6,9% no quarto trimestre, acima das estimativas, enquantos os pedidos de auxílio-desemprego no país diminuíram na última semana.

No entanto, logo depois foi divulgado que as vendas pendentes de moradias caíram inesperadamente em janeiro: enquanto analistas previam alta de 1%, o indicador cedeu 7,6%.

"A primeira reação dos mercados foi desacelerar, mas o mercado norte-americano voltou a operar em alta, mesmo que pequena, porque os números do seguro-desemprego deram tranquilidade em relação ao 'payroll', que será divulgado amanhã e será o mais importante indicador da sexta-feira", afirmou o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos.

De acordo com ele, a volatilidade da Bovespa foi resultado do fato de que alguns investidores voltaram às compras pela recuperação em Wall Street, enquanto outros optaram por aguardar novos dados, saindo do mercado.

Na Europa, a Grécia --que enfrenta severa crise fiscal-- registrou forte demanda em uma emissão de bônus. A procura superou em mais de três vezes a oferta de 5 bilhões de euros, de acordo com fontes do setor bancário.

Na Bolsa paulista, as ações da CCR tiveram a maior alta do dia, avançando 3,57%, para R$ 38,63. A preferencial da Vale, por sua vez, subiu 1,46%, a R$ 46.

Já a preferencial da Petrobras terminou em alta de 0,14%, negociada a R$ 35,20. Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou a possibilidade de acionistas usarem recursos do FGTS para a operação de capitalização da companhia.

Entre os destaques domésticos, a produção industrial no Brasil cresceu 1,1% sobre o mês anterior e saltou 16% em relação a igual mês de 2009, no melhor janeiro desde 1995 na comparação anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

fabricação de veículos no país somou 253,2 mil unidades em fevereiro, uma alta de 23,9% em relação ao mesmo mês de 2009 (204,4 mil unidades). Na comparação com o mês antecedente, quando foram registradas 246,4 mil unidades, a produção de veículos cresceu 2,8%.

A poupança no país teve no mês passado captação líquida de R$ 2,327 bilhões. Esse foi o melhor resultado registrado para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em janeiro de 1995.

(Com informações de Efe, Reuters e Valor)

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