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05/03/2010 - 18h47

Bolsa ganha 3,5% na semana e reverte perdas no ano; dólar cai a R$ 1,786

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta sexta-feira com alta de 1,52%, aos 68.846,50, pelo segundo dia consecutivo. O bom resultado fez com que o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fechasse esta semana com alta de 3,52%. Com isso, a Bolsa volta a acumular ganhos no ano, com alta de 0,38%, depois de chegar a registrar perdas acumuladas de 8,5%.

Na contramão, a cotação do dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,33%, a R$ 1,786  na venda, após dois dias seguidos de alta. A moeda encerrou a semana com perda acumulada de 1,16%. No ano, ainda tem valorização de 2,47%.

 

O corte de 36 mil vagas de emprego nos Estados Unidos em fevereiro, ante previsão de redução de 75 mil postos de trabalho, ratificou o otimismo de hoje nos negócios. A notícia de que a China vai trabalhar com a meta de crescimento econômico em torno de 8% em 2010 também renovou o apetite por commodities (matérias-primas).

O relatório do mercado de trabalho (payroll) nos EUA veio bem melhor que o esperado. A taxa de desemprego ficou em 9,7% no mês passado, ante a previsão de alta para 9,8%. Além disso, o número de postos de trabalho cortados foi praticamente a metade do previsto. "O mercado de trabalho é o último da fila a exibir sinais de recuperação, mas outros dados dos EUA já mostram que a economia norte-americana está pegando tração", afirmou o sócio-gestor da Humaitá Investimentos, Frederico Mesnik.

Na China, durante a abertura do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, estabeleceu como meta a expansão do PIB deste ano em torno de 8%, apesar de salientar que o gigante emergente ainda precisa de suporte do governo para enfrentar grandes desafios.

"Há uma percepção de falta de minério de ferro nas siderúrgicas, que já vêm trabalhando à plena capacidade", afirma Mesnik, da Humaitá. Segundo ele, os papéis da Vale tem um potencial de ganho forte, diante das projeções robustas de reajuste. "Vai haver um oba-oba de manada", avalia, sem desconsiderar que o mercado "compra no boato para vender no fato".

O otimismo do mercado também elevou o preço de commodities e fortaleceu a busca por ações ligadas a matérias-primas, que, no Brasil, possuem o maior peso no principal índice da Bolsa.

As duas maiores altas do Ibovespa foram registradas por ações do Grupo EBX: a OGX Petróleo, que anunciou nova descoberta em um de seus poços, subiu 5,83%, a R$ 16,71; a MMX Mineração ganhou 5,58%, a R$ 14.

Os papéis preferenciais da Vale teve elevação de 2,93%, a R$ 47,35, em meio a expectativas no mercado de um forte reajuste no preço do minério de ferro. As ações preferenciais da Petrobras, por sua vez, subiram 1,73%, a R$ 35,81. O uso do FGTS na capitalização da Petrobras continua incentivando a alta dos ativos da estatal.

As ofertas públicas inicias de ações (IPOs, na sigla em inglês) também movimentam o mês de março. A Multiplus, empresa controlada pela TAM, informou que teve a maior parte das ações (82%) de sua operação comprada por estrangeiros. O volume final da oferta ficou em R$ 692,384 milhões. A ação da Multiplus saiu ao preço de R$ 16, abaixo do piso da faixa indicativa.

No Brasil, a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) teve ligeira aceleração em fevereiro e terminou em 0,78%, o maior patamar desde maio de 2008, pressionada pelo aumento das mensalidades escolares.

A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) afirmou em um relatório publicado nesta sexta-feira que a recuperação econômica do Brasil perdeu força em janeiro, enquanto outros países como China, Rússia e Estados Unidos tiveram uma guinada na economia no período.

(Com informações de Efe e Reuters)

 

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