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08/03/2010 - 18h50

Bolsa cai 0,39% em sessão volátil; dólar ganha 0,11% e vai a R$ 1,788

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta segunda-feira em queda de 0,39%, aos 68.575,47 pontos. Apesar do recuo, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) ainda registra ganhos de 3,12% em março.

A cotação do dólar comercial fechou os negócios com alta de 0,11%, a R$ 1,788 na venda. No mês, a moeda já tem perda acumulada de 1,05%. No ano, o ganho ainda é de 2,58%.

 

De olho na indefinição dos mercados internacionais e com as ações na máximas em dois meses, o investidor da Bovespa deixou a posição francamente compradora para ajustar carteiras, o que produziu uma sessão comportada nesta segunda-feira.

Após mudar de direção várias vezes, mas sem nunca se distanciar muito do zero, o Ibovespa fechou o dia desvalorizado. O movimento financeiro do pregão foi de R$ 6,16 bilhões.

"Após uma melhora na semana passada, o mercado parece estar tentando encontrar um novo ponto de equilíbrio, enquanto espera por mais notícias de Europa e Estados Unidos", disse o responsável por renda variável da Banif Corretora, Raffi Dokuzian.

Enquanto refletiam resquícios do otimismo de sexta-feira, quando dados do mercado de trabalho norte-americano levaram as bolsas para cima, os investidores seguiram aguardando novidades de uma definição da crise da dívida de países da zona do euro.

Assim, o investidor da Bovespa preferiu girar carteiras, desfazendo-se de papéis que subiram forte recentemente, como os do setor imobiliário. A apatia com o segmento foi ilustrada por BR Properties, que estreou no pregão fechando em queda.

O papel encerrou o dia depreciado em 2,31%, a R$ 12,70, após ter saído abaixo da faixa estimada pelos coordenadores da oferta primária e secundária, que girou R$ 1,07 bilhão. As grandes do setor também tiveram um dia fraco, como Cyrela, que caiu 2,57%, a R$ 21,96.

Na ponta contrária, CSN foi um dos destaques, subindo 2,6%, para R$ 63,90, após a Itaú Corretora ter incluído o papel na lista sugerida de ações brasileiras.

Numa sessão caracterizada pela volatilidade, a variação levemente negativa das blue chips acabou fazendo a diferença. A ação preferencial da Petrobras fechou o dia valendo R$ 35,70, após cair 0,3%, mesma variação da preferencial da Vale, que saiu a R$ 47,21.

Entre as principais notícias do dia, o mercado  brasileiro elevou a estimativa para a inflação no país em 2010. A expectativa, segundo boletim Focus publicado pelo Banco Central, é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) termine o ano em 4,99%, contra 4,91% previsto na semana anterior. Para o PIB (Produto Interno Bruto), a projeção foi mantida em 5,5%.

O governo brasileiro divulgou a lista com os produtos norte-americanos que sofrerão retaliação. Ao todo, o valor da sanção é de US$ 591 milhões. Outros US$ 238 milhões em retaliações devem ser aplicados nos setores de propriedade intelectual e serviços, mas ainda sem data definida.

Por conta da crise financeira pela qual passa a Grécia, que tem uma dívida bilionária a pagar, França e Alemanha estudam a criação de um Fundo Monetário Europeu. O objetivo é reforçar a cooperação econômica no continente e ajudar países da zona do euro que estiverem endividados.

Na China, o ministro do Comércio afirmou que qualquer aumento na taxa de câmbio do iuan será feito de forma gradual. Em meados de 2008, o país havia fixado a taxa cambial de sua moeda em cerca 6,83 iuans por dólar para evitar grandes perdas por seus exportadores no auge da crise mundial. Mas. o governo chinês tem sido pressionado por Estados Unidos e Europa para abandonar esta política já que sua economia mostrou rápida recuperação, a exemplo dos sucessivos superavits comerciais que tem obtido.

(Com informações de BBC e Reuters)

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