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11/03/2010 - 18h43

Bolsa tem leve recuo com inflação na China; dólar tem 3ª queda e vale R$ 1,77

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta quinta-feira em leve queda de 0,14% aos 69.884,61pontos, após duas altas. Apesar disso, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) ainda registra ganhos de 5,08% no mês.

A cotação do dólar comercial encerrou com queda de 0,11%, a R$ 1, 77 na venda, completando o terceiro dia consecutivo de desvalorização. No mês, o dólar já tem perda acumulada de 2,05%. No ano, entretanto, o ganho ainda é de 1,55%.


O receio de uma desaceleração forçada na China interrompeu a escalada recente da Bovespa, temperada pela disputa por opções e pela divulgação do PIB brasileiro do quarto trimestre de 2009.

O momento mais apático também foi ilustrado pelo giro financeiro do pregão de R$ 5,85 bilhões, inferior à média dos últimos quatro dias. "O medo de aumento de juros, na China e no Brasil, fez o investidor tirar o pé e realizar lucro", disse o sócio da Rio Gestão de Recursos André Querne.

No caso chinês, as apostas num aperto monetário, via elevação de juro ou aumento dos compulsórios, foram acesas com o anúncio de que a inflação ao consumidor no país atingiu em fevereiro o maior nível em 16 meses.

Vale, que tem na China o seu principal mercado e seria penalizada por uma desaceleração daquele país, foi uma das que mais refletiram o posicionamento mais cauteloso do mercado, e viu sua ação preferencial cair 0,8%, a R$ 46,68.

Por aqui, a divulgação de que o PIB doméstico cresceu 2% do terceiro para o quarto trimestre, dentro das expectativas, ficou em segundo plano. O que turbinou a aposta em aumento da Selic já na semana que vem veio de outra fonte.

As vendas no varejo brasileiro cresceram 2,7% em janeiro ante dezembro, informou o IBGE. Economistas previam um crescimento de 1,6%.

Desse modo, a queda do Ibovespa só não foi maior devido a fatores pontuais. Um deles foi Petrobras, cuja ação preferencial seguiu a trajetória recente de "tirar o atraso" em relação ao índice e subiu 0,14%, a R$ 37,05, em meio à disputa pelo exercício de opções, na segunda-feira.

Além disso, expectativas animadoras para os resultados de companhias no quarto trimestre de 2009, que serão divulgados nesta noite, elegeram alguns dos destaques de alta do índice. OGX Petróleo e Gás, a melhor da carteira, deu um salto de 4,6%, a R$ 17,80. A empresa de varejo eletrônico B2W subiu 1,6%, a R$ 40,87.

De acordo com Querne, a queda modesta depois de o Ibovespa ter atingido a máxima em oito semanas na véspera mostra que, para o médio prazo, a perspectiva do investidor para a Bolsa paulista segue positiva. Essa visão foi chancelada pelo Morgan Stanley que, em relatório, previu que o Ibovespa chegará a 85 mil pontos até dezembro.

Entre as notícias que foram destaque no dia, o PIB (Produto Interno Brasileiro) brasileiro caiu 0,2% em 2009, a primeira queda desde 1992, mas cresceu 2% no quarto trimestre. Esse é o terceiro trimestre consecutivo que a economia brasileira cresce em relação aos três meses imediatamente anteriores após ter passado por um período de recessão técnica.

O nível de emprego na indústria paulista subiu 1,07% em fevereiro, em relação a janeiro, com a criação de 23 mil postos de trabalho. Comparado com o segundo mês de 2009, o índice cresceu 0,05% e completou mil novas vagas abertas.

Na Europa, impulsionada pelo crescimento das vendas nos mercados emergentes, a BMW registrou lucro líquido de 210 milhões de euros em 2009, superando as expectativas dos analistas, que projetavam ganhos de cerca de 170 milhões de euros para a empresa.

(Com informações de Reuters e Valor)

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