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24/03/2010 - 16h51

Dólar sobe 1,29% e atinge maior valor em um mês, a R$ 1,802

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou esta quarta-feira em alta de 1,29%, a R$ 1,802 na venda, em sua quarta alta em cinco sessões. O valor é o mais alto desde 26 de fevereiro deste ano, quando fechou cotado a R$ 1,807 na venda. Com o avanço, a moeda conseguiu recuperar a perda sofrida no dia anterior e acumula ganho de 0,17% na semana. No mês, porém, o recuo ainda é de 0,28%.


O dólar havia caído mais de 1% ontem, contrariando o comportamento do mercado global, por causa do aumento da oferta de moeda estrangeira no país."Hoje, como não há esse fluxo e tem alguns eventos negativos saindo, o dólar sobe", disse Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora.

Em relação a uma cesta com as principais moedas, o dólar tinha alta de 1,2% no momento de fechamento do mercado no Brasil.

O Banco Central atualizou em um dia os números do fluxo cambial referentes a março. Até o dia 19, a saída de dólares do país no mês superou a entrada em US$ 2,345 bilhões. No mesmo período, o BC incorporou US$ 2,413 bilhões para as reservas internacionais por meio das compras efetuadas nos leilões diários.

Entre as principais notícias do dia, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a Petrobras conta com um bilionário plano de capitalização ainda para 2010, para viabilizar investimentos de até US$ 220 bilhões até 2014. A empresa divulgou também, na noite de terça-feira, que os testes de formação no poço 3-RJS-662A na área de Tupi mostram produtividade alta.

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu a nota de crédito soberano de Portugal nesta quarta-feira de "AA" para "AA-", citando o fraco desempenho orçamentário do país em 2009 e alertando que mais problemas de orçamento neste ano e em 2011 podem causar outro rebaixamento.

O consumo de energia elétrica no Brasil avançou 10,7% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, para 34.066 gigawatts-hora (GWh), segundo informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Na terceira semana de março, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) registrou desaceleração em quatro das sete capitais pesquisadas.

No Rio de Janeiro, a taxa saiu de 1,3% na semana encerrada em 15 de março para 1,13% na semana seguinte, uma diferença de 0,17 ponto percentual, sendo este o maior decréscimo registrado entre as capitais no período analisado. Entretanto, ainda que tenha apresentado aumento de 0,02 ponto percentual, a menor taxa da semana foi apurada em Brasília, 0,42%.

A confiança do setor fabril manteve-se estável em março, com a piora desse sentimento na construção civil, contrabalançando a melhora no ramo extrativista, enquanto não houve mudança na indústria de transformação.

(Com informações da Reuters)

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