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25/03/2010 - 17h29

Bolsa cai e passa a acumular perda no ano; dólar sobe a R$ 1,81

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta quinta-feira em queda de 0,68%, aos 68.441,66 pontos. Com o resultado, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) voltou a ficar negativo no acumulado do ano: 0,21% de perda.

A cotação do dólar comercial encerrou em alta de 0,44%, a R$ 1,81 na venda. Foi o segundo dia consecutivo de avanço. É o maior valor alcançado pela moeda desde 25 de fevereiro, quando registrou R$ 1,831 na venda. Com a alta, o dólar passa a registrar ganho no mês, de 0,17%. No ano, o avanço é de 3,84%.

 

Nesta quinta-feira, as atenções estavam voltadas para o início da reunião de cupula da União Europeia sobre a Grécia, que dura até a sexta-feira. A França e a Alemanha chegaram a um acordo sobre um plano de financiamento para a ajudar a endividada Grécia, que irá envolver os estados-membros da União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou a presidência da França nesta quinta-feira.

Internamente, o volume de negócios foi mais fraco que o dos últimos dias, com US$ 1,3 bilhão em operações registradas na clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa até pouco antes do fechamento, segundo dados parciais.

No cenário doméstico,  o desemprego no Brasil atingiu 7,4% em fevereiro, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Foi o menor índice registrado para o mês desde março de 2002.

Além disso, a Previdência Social registrou deficit de R$ 3,781 bilhões. O valor é 39,5% maior do que aquele de fevereiro de 2009, quando o resultado foi deficitário em R$ 2,710 bilhões

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),o Brasil terá este ano um crescimento econômico de 5,2% e gerará 1,5 milhão de novos empregos formais.

Flexibilização do câmbio

Profissionais de mercado disseram ter visto pouco impacto das medidas de flexibilização do mercado de câmbio anunciadas na véspera pelo Banco Central, já que o efeito do conjunto das medidas ainda não estava claro.

Uma das novidades é a possibilidade de companhias residentes no país emissoras e/ou ofertantes de Depositary Receipts (DR) manterem no exterior o produto da sua alienação. Essa faculdade não se aplica a DR de instituições financeiras.

Outra mudança diz respeito à ampliação do prazo de liquidação dos contratos celebrados pelo Tesouro Nacional de 360 para até 750 dias, a contar da data da contratação.

Para um operador de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser citado, essa medida --que aumenta o poder de compra do Tesouro no mercado-- foi responsável por parte da pressão de alta do dólar nesta sessão.
O BC também acabou com a necessidade de obtenção de autorizações prévias que ainda eram exigidas para determinados tipos de transferências de capital estrangeiro. 

"Em tese, você vai ter uma maior flexibilidade no mercado, uma facilidade na saída de recursos. Mas isso também pode ser um estímulo para a entrada de divisas --o vento só entra onde pode sair", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, no Rio de Janeiro.

Nathan Blanche, sócio-diretor da consultoria Tendências, elogia a iniciativa, mas pede que os esforços de flexibilização continuem. "Apesar de louvável, a resolução é ainda insuficiente para superar e enquadrar nas atuais necessidades das transações cambiais brasileiras o entulho dos normativos cambiais arcaicos."

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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