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26/03/2010 - 17h40

Dólar sobe a R$ 1,83 e ganha 1,7% na semana; Bolsa fecha em alta de 0,35%

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou esta sexta-feira em alta de 1,1%, a R$ 1,83 na venda, o terceiro dia consecutivo de avanços. Com a alta, o dólar fecha a semana com ganho acumulado de 1,72%. No mês, a valorização é de 1,27%; no ano, a moeda tem alta de 4,99%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou em alta de 0,35%, aos 68.682,66 pontos, mas o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) fechou a semana com perda de 0,21%. No mês, porém, a alta acumulada é de 3,28%.


O bom desempenho das ações de siderurgia garantiu que o Ibovespa fechasse em terreno positivo nesta sexta-feira, mesmo com a baixa de Petrobras e a fraqueza de Wall Street durante a tarde.

Os destaques positivos foram as ações de Gerdau, Uniminas e CSN, que subiram entre 1,6% e 3,2%. A expectativa de um forte aumento do minério de ferro em 2010 também tem contribuído para elevar as ações da Vale desde o início de fevereiro. Nesta sessão, a ação preferencial da mineradora teve alta de 0,79%, a R$ 48,55.

A CSN também teve outro motivo para a alta de suas ações: o desdobramento dos papéis, a uma proporção de duas novas ações para cada uma antiga. "Vai ter mais liquidez", destacou a equipe da Brava Investimentos.

No mercado doméstico, os ganhos com o setor do aço também ofuscaram a perda de 1,99% da ação preferencial da Petrobras, para  R$ 34,50.

Os papéis da estatal repercutiram as declarações do gerente de Relações com Investidores da estatal, Alexandre Quintão, que disse que a empresa estuda emitir apenas ações preferenciais ou mesmo reduzir o plano de investimentos caso o projeto de capitalização, com o qual a empresa ainda conta para 2010, não avance como esperado no Congresso.

Entre outros destaques do índice, JBS teve a maior queda do Ibovespa, com baixa de 4,58%, a 7,50 reais. Rossi Residencial também caiu forte, 3,58%, para R$ 12,91.

A Cyrela, que anunciou lucro líquido de R$ 207,7 milhões no quarto trimestre --maior que o esperado--, teve baixa de 0,75%, a R$ 21,10. A incorporadora afirmou que vai ampliar a participação do segmento de baixa renda em seus negócios.

A geradora paulista de energia Cesp, outra que divulgou resultados, subiu 1,76%, para R$ 22,50.

O mercado manteve as atenções voltadas para a Grécia, que possui uma dívida bilionária para saldar. Os formuladores de política da zona do euro concordaram ontem com um pacote de ajuda que o país receberia tanto por meio de empréstimos bilaterais de parceiros da zona do euro como pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), caso enfrente severas dificuldades.

Para analistas, o acordo é limitado porque oferece financiamento somente como último recurso e apenas com aprovação unânime do bloco.

 "O pacote reduz parte dos grandes riscos relacionados à Grécia. Mas os mercados continuam apreensivos com a situação fiscal ", afirmou Daniel Katzive, diretor do departamento global de câmbio do Credit Suisse, em Nova York.

A Grécia está arcando com custos de financiamento mais que o dobro das taxas da Alemanha e têm de captar nos mercados financeiros cerca de 16 bilhões de euros entre 20 de abril e 23 de maio para rolar dívidas.

Além do problema da dívida grega, os investidores também acompanharam a revisão para baixo da expansão do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. O governo norte-americano divulgou hoje que o país cresceu a uma taxa anual de 5,6% no quarto trimestre, ao invés da taxa de 5,9% divulgada em fevereiro.

Ainda assim, foi o maior ritmo de expansão desde o terceiro trimestre de 2003.

(Com informações de AFP e Reuters)

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