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05/04/2010 - 17h49

Bolsa atinge maior nível desde junho de 2008; dólar recua a R$ 1,763

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta segunda-feira em alta de 0,22%, aos 71.289,68 pontos, na sexta alta consecutiva. É o maior nível desde junho de 2008, antes da eclosão da crise financeira mundial, em setembro daquele ano. Com isso, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) acumula ganho de 3,94% no ano. Confira o histórico.

A cotação do dólar comercial encerrou em queda de 0,34%, a R$ 1,763 na venda. Foi o quinto dia seguido de queda. No ano, porém, a moeda ainda acumula ganhos de 1,15%.



Novos dados positivos da economia norte-americana convidaram os investidores a se manter na ponta compradora de ações. A Bovespa teve giro financeiro de R$ 5,27 bilhões.

"Números dos Estados Unidos estão corroborando expectativas positivas para a economia do país", disse Fernando Barbará, diretor de renda variável, Capital Investimentos.

A safra de boas notícias começou na Sexta-Feira Santa, com a divulgação de que a economia norte-americana criou 162 mil postos de emprego em março. Na manhã de hoje, o ânimo foi renovado quando o mercado soube que as vendas pendentes de moradias nos EUA subiram de forma inesperada em fevereiro, enquanto o índice da atividade no setor de serviços atingiu em março o ritmo mais forte desde maio de 2006.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,43%, enquanto o S&P 500 cresceu 0,79%.

Mesmo com força reduzida devido a um feriado que manteve os mercados fechados na Europa, os segmentos de commodities absorveram esse otimismo, movimento pontuado pelo petróleo, cujo barril chegou à casa dos US$ 86.

Não por acaso, o papel preferencial da blue chip Petrobras foi o que mais contribuiu para o avanço do Ibovespa, ao subir 0,73%, para R$ 36,01.

As siderúrgicas, setor que o BTG Pactual elegeu em relatório como um dos preferidos em abril, também tiveram boa performance, sob a batuta de Gerdau Metalúrgica, com avanço de 2%, para R$ 37,84.

Outro destaque positivo foi BM&FBovespa, com elevação de 1,1%, a R$ 12,35, após o JPMorgan elevar a recomendação do papel de "neutra" para "overweight" (acima da média do mercado).

Na ponta de baixo do índice, Redecard recuou 3%, a R$ 32,70. A empresa de cartões de crédito e débito teve recomendação rebaixada pelo mesmo JPMorgan, de "neutro" para "underweight" (abaixo da média do mercado).

Fora do índice, a Telebras disparou 14,7%, a R$ 1,56. O papel segue bastante volátil, ainda em meio a conversas de que a companhia pode ter participação relevante no Plano Nacional de Banda Larga do governo.

Câmbio

"O mercado continua com tendência de baixa, ainda em função da expectativa de entrada de recursos. Isso tira um pouco o apetite dos compradores", disse José Carlos Amado, operador de câmbio da corretora Renascença.

Após um início fraco em março, a entrada de recursos no país se fortaleceu na quarta semana do mês, deixando o fluxo cambial para o país positivo em US$ 2,206 bilhões no ano, até 26 de março.

Entre as operações que devem atrair recursos para o Brasil no curto prazo está uma possível emissão de títulos pelo Itaú Unibanco, segundo o IFR, serviço de informações financeiras da Thomson Reuters. Há também várias ofertas de ações programadas, com destaque para a produtora de carne JBS, cuja operação, se confirmada, pode levantar até cerca de R$ 2 bilhões.

Para o operador de câmbio, o que pode eventualmente limitar a queda do dólar é a atuação do Banco Central e do Tesouro na compra de moeda estrangeira. Desde o final do ano passado, o mercado está atento a possíveis compras de dólares pelo Tesouro para o Fundo Soberano, com o objetivo de atenuar a valorização do real.

(Com informações da Reuters)

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