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06/04/2010 - 16h38

Dólar cai pelo 6º dia e atinge menor valor em 3 meses, a R$ 1,755

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou esta terça-feira em queda de 0,45%, a R$ 1,755 na venda. Foi o sexto dia seguido de queda. Com isso, a moeda atingiu o menor valor em 3 meses, quando, em 12 de janeiro, fechou em R$ 1,748. No ano, porém, a moeda ainda acumula ganhos de 0,69%.


A queda do dólar foi influenciada pelo crescente interesse de investidores estrangeiros no Brasil em meio a uma sessão de ajustes no exterior.

Na contramão, o dólar subia 0,3% em relação a uma cesta com as principais moedas no exterior. O euro era uma das que mais perdiam, com baixa de 0,6% por cento pela volta das preocupações com a Grécia.

O que permitiu um comportamento diferente do mercado local foi, segundo profissionais da área de câmbio, o interesse de investidores estrangeiros no Brasil. A Pimco, maior gestora de fundos de bônus do mundo, citou o real como uma das melhores moedas para se investir no mundo atualmente, por exemplo.

"Tem bastante entrada de estrangeiros, fundos de pensão", disse Marcelo Oliveira, operador de câmbio da corretora BGC Liquidez.

Nos mercados de dólar futuro e cupom cambial, os estrangeiros têm mesmo mostrado que estão mais confortáveis com um viés de baixa da moeda norte-americana. Na segunda-feira, os investidores não-residentes tinham US$ 1,672 bilhão em posições vendidas na moeda, ante US$ 1,216 bilhão em posições compradas no final de março.

O próprio fluxo externo para a Bolsa tem melhorado, revertendo no primeiro dia de abril o resultado negativo que vinha sendo registrado no ano. As entradas no ano agora superam os resgates em R$ 119,2 milhões.

Cenário

Entre as principais notícias do dia, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, afirmou em ata que poderia manter as taxas de juros em níveis ultra baixos por mais tempo que o previsto pelos investidores caso as perspectivas econômicas piorem ou a inflação caia.

O documento, divulgado nesta terça-feira, mostrou uma persistente preocupação com as projeções para a economia dos Estados Unidos, e os formuladores de política monetária indicaram que não estão com pressa para elevar o juro básico.

Também no cenário internacional, a Grécia disse ter coberto todas as suas necessidades de financiamento de abril e afirmou que não pode tomar empréstimos nos atuais juros por muito tempo, segundo o ministro das Finanças. Ele acrescentou nesta terça-feira não ter intenção de usar o mecanismo de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) no momento.

Pesquisa feita pela consultoria KPMG e divulgada hoje indica que as empresas brasileiras voltaram ao nível pré-crise no mercado de fusões e aquisições no início de 2010. De acordo com o levantamento, foram 160 transações no período, 58% a mais do que em igual período do ano passado e o melhor primeiro trimestre da história.

(Com informações da Reuters)

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