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08/04/2010 - 17h40

Bolsa sobe 1,4% e tem maior pontuação em 22 meses; dólar cai a R$ 1,777

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta quinta-feira em alta 1,4%, aos 71.784,77 pontos, após duas quedas. É o maior patamar de fechamento desde 2 de junho de 2008, quando o índice registrou 71.797,54 pontos. Com a alta, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) acumula ganho de 2% desde o início do mês.

A cotação do dólar comercial encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, a R$ 1,777 na venda. No mês, a moeda perde 0,22%. No ano, porém,  ainda acumula ganhos de 1,95%.


O apetite por ações voltou com força na Bovespa, após o efeito de dados positivos do varejo dos Estados Unidos sobre Wall Street e o alívio momentâneo em relação à crise da Grécia.

Com isso, o giro financeiro da sessão somou 6,78 bilhões de reais, o maior em sessões regulares em quatro semanas.

A notícia de que as principais redes varejistas dos EUA subiram 9,1% em março, o maior incremento mensal em pelo menos 10 anos e acima da estimativa de analistas, tiveram um impacto imediato sobre as ações de varejistas do país.

Além disso, a tensão com a Grécia, que pressionou os mercados pela manhã, foi esvaziada com a divulgação de que representantes da zona do euro vão discutir ainda nesta quinta-feira as condições para oferecer um empréstimos ao país mergulhado numa grave crise fiscal.

O mercado parece estar se convencendo de que não vão deixar a Grécia à própria sorte, porque os estragos de uma quebra seriam bem piores", disse Valmir Celestino, gestor de renda variável do Banco Safra.

No caso da Bolsa paulista, a melhora do cenário externo foi o estopim para a retomada de ordens maciças de compras, especialmente por investidores estrangeiros, que só nas três primeiras sessões de abril já ampliaram a exposição a ações domésticas em mais de R$ 1 bilhão.

Desta vez, os setores financeiro, imobiliário e o ligado a metais foram os principais destaques. Perto do topo do ínice, Gol  disparou 4%, a R$ 23,84, após a companhia aérea ter informado pela manhã que em março a demanda por seus serviços cresceu em ritmo recorde.

Dentre os bancos, Itaú Unibanco subiu 3,6%, a R$ 39,98. A maior instituição financeira privada do país lançou US$ 1 bilhão em bônus de 10 anos nesta quinta-feira, disse à Reuters uma fonte com conhecimento da transação.

Já as construtoras tiveram Rossi Residencial à frente, com avanço de 3,3%, cotada a R$ 13,05.

Fora do índice, Laep Investments, controladora da Parmalat Brasil, disparou 7%, a R$ 1,53, após a companhia ter conseguido a redução do valor de uma multa aplicada pela Receita Federal, de R$ 14 bilhões para R$ 12 milhões.

Dólar

A moeda abriu os negócios de hoje em alta, mas começou a oscilar entre o positivo e o negativo no início da tarde, motivada pelo movimento das Bolsas, que passaram a subir depois dos comentários de Trichet.

Com a melhora dos indicadores econômicos e o aumento da confiança das autoridades na economia, os investidores tendem a buscar ativos mais arriscados, porém de maior retorno, como as Bolsas de valores, o que explica o desempenho positivo do mercado de ações hoje e a queda do dólar, que é considerado um investimento mais seguro.

No Brasil, sem a pressão dos grupos Educação e Transportes, a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou em março para 0,52%, após ter registrado alta de 0,78% em fevereiro. Apesar do abrandamento, o índice é o maior para março desde 2005, em razão da continuidade da pressão dos alimentos.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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