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12/04/2010 - 17h37

Bolsa perde mais de 1%, e dólar tem 9ª queda em 10 dias

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta segunda-feira em queda de 1,12%, aos 70.614,36 pontos. Apesar do recuo, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) ainda acumula alta de 0,35% no mês. No ano, os ganhos são de 2,95%.

A cotação do dólar comercial encerrou em baixa de 0,79%, a R$ 1,759 na venda, no terceiro dia seguido de perdas. É a 9ª sessão em queda nos últimos 10 dias. Com isso, a moeda acumula perdas de 1,24% no mês. A alta no ano, porém, ainda é de 0,92%.

 

O socorro financeiro à Grécia não bastou para tranquilizar o investidor, que seguiu na defensiva no início de uma semana farta em dados econômicos dos Estados Unidos e da China, levando a Bovespa para o vermelho.

"Tem muito indicador importante pra sair esta semana e alguns investidores parecem que estão preferindo esperar", disse Álvaro Bandeira, diretor de renda variável da Ágora Corretora.

Desta vez os mercados globais não serviram de referência para as transações domésticas. Os principais índices de Wall Street fecharam no azul, mas perto do zero, repetindo o que já ocorrera horas antes com o principal índice de ações europeu.

O acordo no final de semana para um socorro de 30 bilhões de euros de ajuda da zona do euro para a Grécia, mergulhada numa grave crise fiscal, deu algum alívio, mas os investidores seguiram cautelosos, já que, além dos indicadores, a semana marca o início da temporada de balanços trimestrais nos EUA.

Num movimento bem mais arisco do que em Wall Street, o investidor vendeu ações com mais intensidade, movimento explicado pela proximidade dos vencimentos de futuros, segundo Bandeira. Na quarta-feira vencem os contratos de índice. Na próxima segunda-feira será a vez do exercício de opções de ações.

A ação preferencial da Petrobras inclusive, a mais importante do mercado de opções, foi a que mais pesou sobre o Ibovespa, ao cair 2,4%, a R$ 34,39, num dia de queda nas cotações do petróleo.

Pelo mesmo caminho foram as companhias siderúrgicas, com destaque para Gerdau, que perdeu 1,9%, para R$ 30,95. A preferencial da Vale cedeu 0,6%, para R$ 50,75.

Na coluna de ganhos, Cosan recuperou-se parcialmente do tombo dos últimos dias, com avanço de 3,9%, a R$ 22,50. Em relatório, o Morgan Stanley manteve recomendação de compra para a companhia, por considerar que as perspectivas ainda são otimistas, a despeito da forte queda nos preços internacionais do açúcar.

Já Lojas Renner, que teve as estimativas de resultados elevada pelo UBS e o preço-alvo das ações revisado para cima pelo Barclays, subiu 1,35%, a R$ 41,40.

Ainda, MMX ganhou 2,4%, a R$ 13,28. O papel teve o preço-alvo elevado pela Barclays Capital, por considerar que o cenário de escassez de metais continuará elevando os preços do minério de ferro.

Fora do índice, Telebrás disparou 10%, a R$ 1,64, novamente sob os holofotes de possível envolvimento no Plano Nacional de Banda Larga. Operadores mencionaram notícias --não confirmadas oficialmente-- de que a estatal faria o gerenciamento do programa, deixando para as operadoras privadas a oferta do serviço no varejo. 

(Com informações de Reuters)

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