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12/04/2010 - 16h38

Dólar tem 9ª queda em 10 dias e vai a R$ 1,759

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou esta segunda-feira em queda de 0,79%, a R$ 1,759 na venda, no terceiro dia seguido de perdas. É a 9ª sessão em queda nos últimos 10 dias. Com isso, a moeda acumula perdas de 1,24% no mês. A alta no ano, porém, ainda é de 0,92%.


A principal influência sobre a taxa de câmbio nesta sessão foi o comportamento do euro, segundo profissionais ouvidos pela Reuters. A moeda comum chegou a subir mais de 1%, ao maior nível em quase um mês, após o anúncio de que a ajuda de países da zona do euro para a Grécia terá o montante de 30 bilhões de euros neste ano.

Os gregos reafirmaram que ainda não pretendem usar a ajuda, que pode ser complementada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O mercado local teve volume de mais de US$ 6 bilhões, segundo dados parciais da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa pouco antes do fechamento. Neste mês, a sessão com maior volume, na terça-feira passada, havia movimentado US$ 4,4 bilhões.

Operadores monitoravam desde o começo do dia a possibilidade de operações pontuais de fluxo, como uma saída de cerca de US$ 400 milhões no setor agrícola, ou entradas referentes a operações no mercado de capitais.

Mas segundo três profissionais, ao longo do dia, a maior parte do movimento aconteceu por causa de operações "de giro" --quando tesourarias de bancos compram e vendem dólares sem uma operação específica de entrada ou saída de moeda do país, com o objetivo de tentar influenciar a cotação do dólar.

Além dessas operações, o gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado, disse que muitas instituições venderam dólares em "stop-loss", desfazendo-se de antigas posições compradas que já não pareciam favoráveis.

Agora, com o dólar próximo de R$ 1,75, há opiniões divergentes sobre o fôlego da queda. Para o operador de uma corretora local, o dólar deve cair ao longo da semana em meio ao alívio cada vez mais consolidado com a questão grega.

"Vai depender muito do fluxo. Se a tendência (dos estrangeiros) for alocar em emergentes, vai bem rápido."

Já para o gerente, "o mercado está trabalhando em 'range' (intervalo) e esse ponto seria o de compra". Mas ele ressalva, com base no posicionamento das instituições financeiras: "se romper, vai rápido para R$ 1,70".

Entre as demais notícias do dia, os Estados Unidos registraram em março um deficit orçamentário de US$ 65,39 bilhões, mostraram dados do Departamento de Tesouro nesta segunda-feira.

O número superou as previsões apuradas em pesquisa da Reuters com analistas, que apontavam um saldo negativo de US$ 62 bilhões. Contudo, o dado veio bem abaixo do deficit de US$ 191,59 bilhões do mesmo período do ano passado.

A Comissão de Regulação Bancária da China (CBRC, na sigla em inglês) disse, no domingo, que as instituições financeiras precisam ampliar a atenção sobre riscos financeiros, bem como devem aumentar o custo da primeira parcela de imóveis.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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