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18/05/2010 - 17h35

Bolsa cai mais de 3% no dia e perde 10% no mês; dólar sobe a R$ 1,822

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) caiu 3,22% nesta terça-feira, aos 60.841,08 pontos, completando o quarto dia consecutivo de perdas. Este é o menor valor para fechamento desde 28 de outubro de 2009. No ano, o Ibovespa (principal índice de ações brasileiro) acumula queda de 11%, dos quais 10% foram só em maio.

Após passar quase todo o dia em queda, o dólar comercial inverteu o rumo no final da tarde e acabou fechando em alta pelo quarto dia consecutivo. A moeda norte-americana subiu 0,55% nesta terça-feira, cotado a R$ 1,822 na venda. Em maio, o dólar acumula alta de 4,83% por cento, ao passo que o avanço no ano é de 4,53%. 

A preocupação com a situação econômica europeia continuou no foco dos investidores. Hoje, a Grécia recebeu 14,5 bilhões de euros em empréstimos de outros países da União Europeia. A quantia deve ajudar Atenas a evitar um calote de cerca de 9 bilhões de euros em dívidas que vencem em breve.

Apesar do pacote, analistas afirmam que a Bovespa não sustentou o ganho observado pela manhã porque os investidores, especialmente os estrangeiros, preferiram adotar uma postura mais cautelosa e defensiva.

"A situação continua a mesma, com o problema de aversão a risco mais em função dos títulos soberanos. E tem a preocupação com a China e com as medidas que poderá implantar. Há uma fuga de renda variável, especialmente de capital estrangeiro", afirmou o assessor de investimentos da Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro.

Na China, um porta-voz da Administração Estatal de Impostos disse ontem que governos locais não têm direito de introduzir impostos sobre imóveis, de acordo com informações da agência de notícias Xinhua. A fala animou investidores, que não estavam otimistas com as medidas adotadas pelo governo para diminuir a especulação no mercado imobiliário.

No setor corporativo brasileiro, a empresa de telefonia Oi revelou ontem que prepara a emissão de R$ 1,5 bilhão em notas promissórias com vencimento de 90 dias. A operação, já aprovada pelo conselho de administração, consiste na distribuição pública de dez notas com valor nominal unitário de R$ 150 milhões.

A Petrobras assinou um acordo preliminar com a empresa Modern Mining Holding Company Limited, para avaliar a viabilidade de construção de uma unidade de coque calcinado de petróleo (CCP) na Arábia Saudita. O acordo, anunciado ontem, é a continuação de um memorando de entendimentos firmado entre as duas companhias em 2009.

(Com informações da Reuters e Valor)

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