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19/05/2010 - 17h37

Bolsa perde 8,5% em 5 dias e tem menor pontuação desde setembro

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) caiu 1,89% nesta quarta-feira, aos 59.689,32 pontos, completando o quinto dia consecutivo de perdas. Este é o menor valor para fechamento desde 15 de setembro de 2009. Somando as cinco quedas seguidas, a Bolsa acumula perdas de 8,49%

No ano, o Ibovespa (principal índice de ações brasileiro) acumula queda de 12,97%, dos quais 11,61% foram só em maio.

O dólar comercial voltou a fechar em alta nesta pelo quinto dia seguido. A moeda norte-americana subiu 0,88%, cotado a R$ 1,838 na venda. No mês de maio, o já dólar acumula alta de 5,75%, ao passo que o avanço no ano é de 5,45%.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar a moeda em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,836.

A proibição da Alemanha para grandes bancos operarem com operações a descoberto, visando diminuir a especulação contra a zona do euro, foi mal recebida pelo mercado, produzindo outra sessão de baixas nas principais bolsas internacionais

As Bolsas europeias reagiram com quedas de quase 3%.Na Ásia, as mercados também encerraram a jornada no vermelho.

A situação na Grécia voltou a influenciar o mercado. Nesta quarta-feira, o governo grego negou categoricamente rumores de que estaria considerando deixar a União Europeia ou a zona do euro.

“Nós negamos categoricamente qualquer pensamento de deixar a União Europeia ou a zona do euro”, disse o porta-voz George Petalotis.

Operadores disseram que o euro alcançou a cotação máxima da sessão por conversas de que a Grécia estaria considerando deixar o bloco.

Também nesta quarta-feira, o Estado grego cumpriu com o pagamento dos 8,6 bilhões de euros aos titulares do bônus grego para 10 anos que vencia nesta quarta-feira, após receber o primeiro aporte de crédito da zona do euro no valor de 14,5 bilhões de euros no dia anterior.

No Brasil, o Banco Central informou que a saída de dólares superou a entrada na segunda semana de maio, diminuindo o fluxo positivo acumulado no mês a US$ 2,736 bilhões.

Na primeira semana de maio, o superavit cambial somava US$ 3,711 bilhões, principalmente por causa da atuação de exportadores que aproveitaram a disparada do dólar a quase R$ 1,90 para converter receitas mantidas no exterior.

No acumulado do mês, o segmento comercial ainda exibe a maior parte do saldo positivo: US$ 1,955 bilhão. Os US$ 781 milhões restantes foram trazidos nas duas primeiras semanas de maio por operações financeiras.

(Com informações de EFE e Reuters)

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