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25/05/2010 - 16h51

Após passar de R$ 1,90, dólar sobe 0,22% e fecha a R$ 1,868

Da Redação, em São Paulo

Uma piora na percepção sobre a crise na Europa fez o dólar comercial fechar em alta pelo segundo dia seguido nesta terça-feira. A moeda norte-americana subiu 0,22%, cotada a R$ 1,868 na venda. Em maio, o dólar já acumula valorização de 7,48%. No ano, a alta é de 7,17%. Pela manhã, o dólar chegou a superar a casa do R$ 1,90, mas recuou no final do dia.

O Banco Central (BC) mantém as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 15h33 e terminou às 15h43. A taxa aceita ficou em R$ 1,871.

"O mercado está estressado em função da Europa. Ainda não está totalmente confortável", disse José Carlos Amado, operador de câmbio da corretora Renascença.

O aumento da oferta de dólares por parte de exportadores, interessados em aproveitar a taxa de câmbio mais alta para trazer ao Brasil receitas mantidas no exterior, contribuiu para amortecer a valorização do dólar.

"O fluxo (de dólares em operações comerciais) foi positivo. No começo do dia foi mais forte", disse um operador de câmbio de um banco nacional, que não quis ser citado.

 "Duas notícias contribuem para o desempenho negativo nesta manhã. De uma lado o possível conflito entre as duas Coreias reacende o temor de uma guerra na Ásia, bem no quintal de China e Japão. O outro motivo é a situação fragilizada em alguns bancos espanhóis", diz o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, em relatório.

No radar dos investidores ainda estava a intervenção no banco CajaSur pelo Banco Central da Espanha, anunciado no final de semana, o que aumenta o temor de um contágio da crise da dívida grega sobre o setor bancário do continente.

Além disso, a Alemanha ameaça estender a proibição da venda a descoberto a ações, segundo documento do Ministério das Finanças. A primeira iniciativa do tipo, sobre bônus de governos da zona do euro, gerou aumento da aversão ao risco.

O Reino Unido informou que seu Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,3% no primeiro trimestre ante os três meses imediatamente anteriores. Em relação ao primeiro trimestre de 2009, entretanto, o PIB caiu 0,2%, o menor declínio desde o terceiro trimestre de 2008.

As novas encomendas à indústria da zona do euro cresceram em março no maior ritmo em 10 anos, em um novo sinal de que a atividade econômica deve se recuperar com força no segundo trimestre. A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, disse que as novas encomendas industriais nos 16 países que usam o euro subiram 5,2% ante o mês anterior, com um aumento de 19,8% sobre o mesmo período do ano passado.

O principal índice das ações europeias caiu nesta terça-feira ao menor nível em quase nove meses (desde setembro do ano passado).

Na Ásia, o aumento da tensão na península coreana e a piora do humor dos investidores com a crise na Europa derrubaram as bolsas. O índice Nikkei, do Japão, caiu 3,1%, para 9.459,89 pontos, o nível mais baixo desde 30 de novembro.

No Brasil, a confiança do consumidor subiu em maio, refletindo uma avaliação melhor das condições econômicas atuais. O índice da Fundação Getulio Vargas (FGV) passou de 115,4 pontos para 116,1 pontos em comparação com abril.

O Banco Central informou que o Brasil registrou em abril deficit em transações correntes de USS$ 4,583 bilhões, ante superavit de US$ 105 milhões um ano atrás.

(Com informações de Reuters e Valor)

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