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25/05/2010 - 16h00

Bovespa tem forte queda nesta terça-feira; veja gráfico interativo

da Redação, em São Paulo

Uma piora na percepção sobre a crise na Europa faz a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) operar em forte queda nesta terça-feira. Por volta das 16h, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) recuava 2,3%, aos 58.538,56 pontos (siga gráfico da Bovespa com atualização constante). Veja ainda cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

A cotação do euro tinha queda de 0,11%, a R$ 2,305 na venda (gráfico). Confira também as cotações anteriores do dólar e de outras moedas em novo gráfico interativo.

 "Duas notícias contribuem para o desempenho negativo nesta manhã. De uma lado o possível conflito entre as duas Coreias reacende o temor de uma guerra na Ásia, bem no quintal de China e Japão. O outro motivo é a situação fragilizada em alguns bancos espanhóis", diz o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, em relatório.

 No radar dos investidores ainda está a intervenção no banco CajaSur pelo Banco Central da Espanha, anunciado no final de semana, o que aumenta o temor de um contágio da crise da dívida grega sobre o setor bancário do continente. O mercado europeu voltava a funcionar a todo vapor após o feriado de segunda-feira na Suíça, em Luxemburgo e na Grécia, entre outros países. 

Além disso, a Alemanha ameaça estender a proibição da venda a descoberto a ações, segundo documento do Ministério das Finanças. A primeira iniciativa do tipo, sobre bônus de governos da zona do euro, gerou aumento da aversão ao risco.

O Reino Unido informou nesta que seu Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,3% no primeiro trimestre ante os três meses imediatamente anteriores. Em relação ao primeiro trimestre de 2009, entretanto, o PIB caiu 0,2%, o menor declínio desde o terceiro trimestre de 2008.

As novas encomendas à indústria da zona do euro cresceram em março no maior ritmo em 10 anos, em um novo sinal de que a atividade econômica deve se recuperar com força no segundo trimestre. A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, disse que as novas encomendas industriais nos 16 países que usam o euro subiram 5,2% ante o mês anterior, com um aumento de 19,8% sobre o mesmo período do ano passado.

O principal índice das ações europeias caiu nesta terça-feira ao menor nível em quase nove meses (desde setembro do ano passado).

Na Ásia, o aumento da tensão na península coreana e a piora do humor dos investidores com a crise na Europa derrubaram as bolsas. O índice Nikkei, do Japão, caiu 3,1%, para 9.459,89 pontos, o nível mais baixo desde 30 de novembro.

No Brasil, a confiança do consumidor subiu em maio, refletindo uma avaliação melhor das condições econômicas atuais. O índice da Fundação Getulio Vargas (FGV) passou de 115,4 pontos para 116,1 pontos em comparação com abril.

O Banco Central informou que o Brasil registrou em abril deficit em transações correntes de USS$ 4,583 bilhões, ante superavit de US$ 105 milhões um ano atrás.

(Com informações de Reuters e Valor)

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