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27/05/2010 - 17h38

Bolsa sobe acima de 3% e dólar cai mais de 2%

Da Redação, em São Paulo

Uma demonstração de confiança da China na resolução da crise européia fez a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechar em forte alta nesta quinta-feira. O Ibovespa (principal indicador da Bolsa paulista) subiu 3,16%, aos 62.091,77 pontos.

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O dólar comercial caiu 2,3%, cotado a R$ 1,826 na venda. É a maior queda diária do dólar desde 10 de maio, quando desvalorizou 4% repercutindo o bilionário plano de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) à zona do euro.

Em maio, entretanto, a moeda já acumula valorização de 5,06%. No ano, a alta é de 4,76%.

Com tem feito nos últimos dias, o Banco Central (BC) voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. Segundo comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, a atuação teve início às 15h45 e termina às 15h55. A taxa aceita ficou em R$ 1,82.

O otimismo no mercado global foi estimulado pela China, que reiterou a importância da Europa para aplicação de suas reservas internacionais. O país asiático afirmou que o continente seguirá como um de seus principais mercados de investimento, negando os rumores que estaria revendo sua posição em bônus da região.

Outra notícia que ajudou na alta dos mercados foi a aprovação pelo Parlamento espanhol de um pacote de austeridade de 15 bilhões de euros (US$ 18,4 bilhões), em um movimento do país para cortar o deficit no orçamento.

As Bolsas europeias fecharam em alta também sob a influência das notícias vindas da China. O principal índice europeu de ações teve expressiva alta e voltou aos mil pontos pela primeira vez em mais de uma semana.

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse que as exportações brasileiras poderão ser afetadas pela crise na zona do euro. Apesar disso, afirmou que mesmo que a turbulência alcance os níveis de 2008, o Brasil está preparado para enfrentar qualquer dificuldade econômica.

Ainda no Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego no país caiu para 7,3% em abril, a menor taxa para o mês desde 2002.

Na Ásia, as Bolsas fecharam com alta de mais de 1% com a busca por ações a preços mais baratos. Contribuiu para o bom desempenho a notícia que o superavit comercial do Japão cresceu pelo 13º mês consecutivo, totalizando 742 bilhões de ienes (US$ 8,25 bilhões), 15 vezes mais que no mesmo período de 2009. O índice de Tóquio subiu 1,23%.

Nos Estados Unidos, a notícia não é tão otimista. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre foi revisado para baixo e passou de 3,2% para 3%.

(Com informações de Reuters e Valor)

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