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27/05/2010 - 16h43

Dólar cai mais de 2%, a R$ 1,826, com boas notícias vindas da China

Da Redação, em São Paulo

O dólar comercial fechou em forte queda nesta quinta-feira. A moeda norte-americana caiu 2,3%, cotada a R$ 1,826 na venda. Em maio, entretanto, o dólar já acumula valorização de 5,06%. No ano, a alta é de 4,76%.

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Com tem feito nos últimos dias, o Banco Central (BC) voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. Segundo comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, a atuação teve início às 15h45 e termina às 15h55. A taxa aceita ficou em R$ 1,82.

A China afirmou nesta quinta-feira que a Europa seguirá como um de seus principais mercados de investimento, negando os rumores que estaria revendo sua posição em bônus do continente. Esta notícia contribui para o desempenho positivo dos mercados e a volta dos investidores às compras.

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse que as exportações brasileiras poderão ser afetadas pela crise na zona do euro. Apesar disso, afirmou que mesmo que a turbulência alcance os níveis de 2008, o Brasil está preparado para enfrentar qualquer dificuldade econômica.

Ainda no Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego no país caiu para 7,3% em abril, a menor taxa para o mês desde 2002.

As Bolsas europeias fecharam em alta também sob a influência da notícia de que a China nega que pretenda rever seus investimentos em bônus da zona do euro. O principal índice europeu de ações teve expressiva alta e voltou aos mil pontos pela primeira vez em mais de uma semana.

Na Ásia, as Bolsas fecharam com alta de mais de 1% com a busca por ações a preços mais baratos. Contribuiu para o bom desempenho a notícia que o superavit comercial do Japão cresceu pelo 13º mês consecutivo, totalizando 742 bilhões de ienes (US$ 8,25 bilhões), 15 vezes mais que no mesmo período de 2009. O índice de Tóquio subiu 1,23%.

Nos Estados Unidos, a notícia não é tão otimista. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre foi revisado para baixo e passou de 3,2% para 3%.

(Com informações de Reuters e Valor)

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