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28/05/2010 - 10h19

Bovespa e dólar operam em queda nesta sexta-feira

Da Redação, em São Paulo

(Texto atualizado às 15h04)

Após a forte alta de ontem, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em queda nesta sexta-feira. Por volta das 15h, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) caía 1,07%, aos 61.426,03 pontos (siga gráfico da Bovespa com atualização constante). Veja ainda cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

O dólar comercial tinha queda de 0,22%, cotado a R$ 1,822 na venda  (veja gráfico com as últimas atualizações). A cotação do euro caía 0,07%, a R$ 2,244 na venda (gráfico). Confira também as cotações anteriores do dólar e de outras moedas em novo gráfico interativo.

SAIBA POR QUE O DÓLAR VARIA TANTO

A queda de hoje da Bolsa acelerou depois que a agência de risco Fitch Ratings rebaixou em um degrau a nota atribuída à Espanha, afirmando que a recuperação econômica do país será mais lenta que a previsão do governo devido às medidas de austeridade.

Ontem, o Ibovespa teve forte alta (3,16%) e o dólar forte queda (2,3%) por conta da notícia de que a China reiterou a importância da Europa para aplicação de suas reservas internacionais. O país asiático afirmou que o continente seguirá como um de seus principais mercados de investimento, negando os rumores que estaria revendo sua posição em bônus da região.

Na Europa, o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse que os países do bloco com margens de manobra maiores que da Itália podem esperar até o ano que vem para a consolidação fiscal, mas não mais que isso.

O principal índice de ações da Europa fechou em baixa nesta sexta-feira, pondo fim a dois dias consecutivos de ganhos, com a BP se depreciando devido à incerteza em torno do derramamento de petróleo e as ações do setor de energia acompanhando a fraqueza na cotação do preço do petróleo.

As principais Bolsas asiáticas subiram, pelo terceiro dia seguido, estimuladas pelas declarações do governo chinês.

"O mercado se recompõe depois dos comentários de ontem (da China). Estes são sinais de cobertura de posições vendidas rapidamente", disse Binay Chandgothia, chefe de investimentos na Principal Global Investors, em Hong Kong.

No Brasil, foi divulgado que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), usada no reajuste do aluguel, acelerou significativamente em maio e atingiu o maior patamar desde julho de 2008.

O indicador subiu 1,19% em maio, após alta de 0,77% em abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M acumula alta de 4,79% e nos últimos 12 meses, de 4,18%.

 (Com informações da Reuters)

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