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08/07/2010 - 17h52

Com alta acumulada de 3%, Bolsa tem melhor semana desde abril

Da Redação, em São Paulo

No último pregão de uma semana mais curta, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou a semana com alta acumulada de 3,33%, o melhor índice desde a semana encerrada em 1º de abril, quando a Bolsa acumulou 3,57%. Nesta quinta-feira, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) subiu 0,3%, aos 63.476,32 pontos. No ano, porém, ainda tem perda de 7,45%.

A cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,23%, a R$ 1,763. Este é o menor valor da moeda norte-americana desde o dia 4 de maio, quando foi cotada a R$ 1,761.

Nesta sexta-feira, a Bovespa não funciona devido ao feriado no Estado de São Paulo que lembra o início da Revolução Constitucionalista de 1932.

As ações europeias fecharam no maior nível em mais de uma semana nesta quinta-feira, após dados encorajadores aliviarem o temor em relação à retomada global, enquanto os bancos subiram diante da divulgação de mais detalhes sobre os testes de estresse no setor na Europa.

A Bolsa de Londres fechou em alta de 1,81%, e a de Paris subiu 1,57%.

As Bolsas de valores da Ásia tiveram seu melhor desempenho em duas semanas nesta quinta-feira depois que uma previsão de desempenho de uma empresa do setor financeiro dos Estados Unidos ajudou a fomentar otimismo sobre a temporada de resultados no país.

Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram em 21 mil na semana terminada no dia 3 deste mês, na comparação com a antecedente, para 454 mil. Na média das quatro últimas semanas, houve queda de 1,250 mil, para 466 mil.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve a principal taxa de juro da zona do euro em 1%. A decisão, tomada em reunião realizada nesta quinta-feira, coincidiu com a expectativa de muitos economistas.

A produção industrial da Alemanha cresceu 2,6 % em maio sobre abril, quando houve um avanço, revisado para cima, de 1,2 %, informou o governo alemão.

O FMI revisou para cima sua previsão de crescimento do Brasil neste ano. De acordo com o relatório, a economia brasileira deve crescer 7,1%, aumento de 1,6 % em relação ao documento anterior, publicado em abril.

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2010 deve exceder em 8,9% aquela obtida um ano antes e alcançar 145,9 milhões de toneladas, conforme a sexta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) diminuiu o ritmo de queda na abertura deste mês, em linha com a estimativa do mercado, em razão de um menor recuo dos alimentos.

O emprego na indústria brasileira apresentou crescimento de 4,2% em maio na comparação com o mesmo mês de 2009, já descontados os efeitos sazonais. Esta é, junto com a elevação registrada em outubro de 2004, a maior alta observada pelo IBGE na série histórica iniciada em 2001.

As vendas reais da indústria brasileira cresceram 2,1% em maio, em relação a abril, pelo critério dessazonalizado, conforme pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os empresários do setor de serviços se mostraram menos otimistas no mês passado. O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 1,4% de maio a junho, passando de 133,4 para 131,5 pontos, informou nesta quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse é o terceiro mês consecutivo de recuo no indicador.

(Com informações de Reuters e Valor)

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