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16/07/2010 - 12h11

Ações da BP chegam a subir 6% após anúncio de controle de vazamento

As ações da petrolífera britânica BP chegaram a subir 6% no início do pregão desta sexta-feira na Bolsa de Londres, após o anúncio de que a empresa conseguiu paralisar o fluxo de petróleo do vazamento no Golfo do México.

Os papéis da empresa, porém, reduziram os ganhos e subiam 2,03%, a 410 centavos de libra esterlina, por volta das 11h45 (horário de Brasília), perto do fechamento do mercado em Londres.

Pela manhã as ações chegaram a ser cotados a 426 centavos, alta de 6,15% em relação ao fechamento de quinta-feira (401 centavos).O recuo ocorreu enquanto os investidores aguardam os resultados dos testes que dirão se a nova tática para conter o vazamento funcionará ou não.

A BP conseguiu cortar pela primeira vez o vazamento de petróleo que, desde 20 de abril, contamina sem parar o golfo do México e é considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Apesar de o presidente Barack Obama alertar que não se teve comemorar antes da hora, a notícia de que as três válvulas do gigantesco funil foram fechadas na quinta-feira lançou um raio de esperança para os residentes do litoral poluído e cujos meios de vida foram devastados.

Até o momento, o desastre custou à companhia britânica US$ 3,5 bilhões. As indenizações pelos danos causados pelos milhões de petróleo derramado poderão superar dez vezes mais essa cifra.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente sênior da BP, Ken Wells, depois que, na tarde de quinta-feira os engenheiros da companhia fecharam a última das três válvulas do funil colocado sobre o poço danificado.

"É bom ver que nenhum petróleo está vazando para o Golfo do México", declarou Wells.

A notícia da contenção do vazamento foi comemorada pelo presidente Obama, afirmando que é "um sinal positivo", embora também tenha alertado que o procedimento ainda está no começo.

Ele afirmou que o fluxo de petróleo foi interrompido quando a última das três válvulas do gigantesco funil foi fechado por volta das 2h25 locais (16h25 de Brasília) desta quinta-feira, mas os engenheiros acompanham atentamente a operação para ver se o petróleo começa a vazar novamente.

Este é o maior passo já dado para conter a pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos desde que a plataforma da BP naufragou, em 22 de abril, dois dias depois de uma grande explosão na Deep Horizon, que matou 11 trabalhadores.

O crucial "teste de integridade" do poço danificado, iniciado esta quinta-feira, "demorará pelo menos seis horas e poderia durar até 48 horas", anunciou a empresa em um comunicado.

Previsto inicialmente para a terça-feira, o teste foi atrasado pelo governo americano, que procurou afastar todos os riscos e deu a autorização para a sua realização, na quarta-feira.

Mas um contratempo voltou a atrasá-lo até a quinta-feira, depois que os engenheiros da BP detectaram uma fuga na tubulação durante os preparativos do teste, que foi reparado durante a noite.

O teste de pressão, destinado a avaliar a resistência da boca do poço, que se espalha por 4 km abaixo do leito marinho, a 1.500 metros de profundidade, inclui o fechamento das válvulas do funil de 75 toneladas instalado na segunda-feira sobre o duto danificado, em substituição ao vazamento de um modelo precedente.

Uma leitura de alta pressão permitiria manter fechadas as três válvulas e selar o poço. Uma baixa pressão, ao contrário, significaria que há uma perda em uma parte do revestimento do poço petroleiro.

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