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04/08/2010 - 16h24

Ministério embarga venda de carnes de três empresas por excesso de água

Da Redação, em São Paulo

A quantidade de água além do permitido por lei levou o Ministério da Agricultura (Mapa) a suspender a comercialização de carnes de aves in natura congeladas e resfriadas das empresas BRF Brasil Foods (união de Perdigão e Sadia), de Santa Catarina, Rigor Alimentos Ltda, de São Paulo e Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, do Paraná.

De acordo com o ministério, as empresas foram submetidas ao regime especial de fiscalização, que determina a análise de todo o estoque antes de liberação para o comércio, e verificou-se que alguns de seus produtos, ao serem descongelados, apresentavam níveis de água acima do determinado pela legislação.

 A Portaria nº 210, de 1998, prevê que as carcaças e cortes de aves podem ter, no máximo, 6% de água após descongeladas. O ministério recolhe por ano mais de mil amostras para analisar esse percentual, tanto em produtos produzidos nas empresas como naqueles que já estão à venda nos supermercados. Quando a irregularidade é detectada, os estabelecimentos são autuados, multados e podem passar pelo regime especial de fiscalização.

De 2007 até hoje, 34 indústrias foram submetidas a esse regime. Este ano foram incluídas até agora oito empresas. Segundo o ministério, para sair do regime especial de fiscalização, elas precisam revisar seus programas de autocontrole e apresentar análises de três lotes com os padrões previstos em lei.

O consumidor que perceber a irregularidade de excesso de água nas carnes de aves congelada pode denunciar o fabricante à Ouvidoria do Ministério da Agricultura pelo telefone 0800 7041995.

Brasil Foods

Em nota, a empresa diz que "apresentou recurso ao Ministério de Agricultura contestando o resultado de análise que motivou o regime especial da comercialização de carnes in natura de uma de suas unidades industriais. A companhia ratifica que o regime especial é uma restrição temporária e afeta somente uma de suas plantas".

A União Brasileira de Avicultura (Ubabef), que representa as empresas, criticou a metodologia do ministério e informou que entrou com recurso contra a decisão.

Leia a seguir a íntegra da nota:

1) A Ubabef confia na lisura dos processos produtivos de suas associadas;

2) A decisão foi tomada tendo por base uma metodologia não validada, e que já está sendo objeto de discussão do setor avícola com o Ministério da Agricultura;

3) As empresas associadas da Ubabef já apresentaram recurso ao Ministério, questionando a metodologia utilizada, devido à mesma não ser baseada em critérios técnico-científicos;

4) A Ubabef reitera a confiança nas boas práticas de produção por parte de suas associadas e entende que qualquer método de fiscalização deve ser validado e baseado em ciência;

5) Esclarecemos, ainda, que as vendas das empresas associadas da Ubabef não estão suspensas.

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