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11/08/2010 - 17h04

Dólar fecha em alta de 0,68%, a R$ 1,77, pressionado por dados da China e Fed

A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,68% nesta quarta-feira, a R$ 1,770 na venda. Esta é a maior cotação desde o dia 28 de julho, quando valia 1,771. No ano, o dólar já acumula valorização de 1,55%.

O dólar subiu pelo segundo dia refletindo a reunião de terça-feira do Federal Reserve (o Fed, o banco central americano) e de sinais menos vigorosos da economia da China.

Os investidores preferiram abandonar as ações, o que fez os preços caírem, e comprar dólares, o que fez o valor aumentar.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,767.

A intensidade da alta do dólar foi menor no Brasil do que em outros países, como o Japão. A taxa de câmbio tem se mantido perto, mas acima, de R$ 1,75.

"Houve sim (compra de dólares no Brasil), mas muito menos do que venda de Bolsa. O dólar mostrou novamente que ainda tem tendência de venda, porque num dia como hoje era para estar subindo muito mais", disse o gerente de câmbio da corretora Hencorp Commcor, Rodrigo Nassar, à agência de notícias Reuters.

"Ele pode até subir um pouco mais, tem espaço para buscar, quem sabe, o R$ 1,80. Mas, chegando perto, a tendência dele ainda é de baixa", acrescentou.

No Brasil, o Banco Central informou que o fluxo cambial para o país em agosto está positivo em US$ 1,791 bilhão, com dados referentes até o dia 6. No ano, o país acumula entrada líquida de US$ 5,867 bilhões.

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