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11/08/2010 - 10h31 / Atualizada 11/08/2010 - 14h02

Bolsa opera em queda, e dólar sobe; siga gráficos interativos

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em queda nesta quarta-feira. Por volta das 14h, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) caía 1,94%, aos 65.922,37 pontos (siga gráfico da Bovespa com atualização constante). Veja ainda cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

A cotação do dólar comercial subia 0,57%, a R$ 1,768 na venda  (veja gráfico com as últimas atualizações). A cotação do euro tinha queda de 1,25% , a R$ 2,281 na venda (gráfico). Confira também as cotações anteriores do dólar e de outras moedas em novo gráfico interativo.

Em Wall Street, o índice Dow Jones registrava queda de 2,31%.

As Bolsas de Valores da Ásia fecharam em baixa, com o setor de tecnologia puxando as quedas depois do Federal Reserve ter tomado na véspera medidas para estimular a economia norte-americana.

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Índices externos

Embora o desempenho do varejo brasileiro tenha sido mais forte que o esperado no mês de junho, os mercados repercutirem mais os dados divulgados sobre a economia chinesa.

Foi divulgado um crescimento de 17,9% nas vendas no varejo de julho, contra igual mês de 2009. O avanço foi menor que os 18,3% de junho e que os 18,5% estimados.

Já a produção industrial teve acréscimo de 13,4%, também no comparativo anual. Resultado dentro do previsto e pouco menor que a alta de 13,7% observada em junho.

Também foram apresentados dados de inflação. O índice de preços ao consumidor subiu 3,3% em julho no comparativo anual, resultado em linha como previsto. Já a inflação anual no atacado foi de 4,8%, abaixo dos 6% estimados pelos analistas.

"Por um lado, temos um resultado mais forte das vendas varejistas brasileiras. De outro, uma desaceleração global. Em primeiro lugar, há a visão do Fed [Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos] de que a economia americana pode precisar de mais estímulos, principalmente com o baixo nível de geração de emprego. Além disso, a questão da desaceleração chinesa afeta muito o Brasil. Esse dado pesa mais que o das vendas no varejo hoje", assinala o sócio da InvestPort, Dany Rappaport, ao Valor.

Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio americano revelou que o deficit comercial do país atingiu US$ 49,9 bilhões em junho, valor 19% superior ao resultado negativo de maio, de US$ 41,98 bilhões (revisado). O total foi pior que o projetado por analistas, que esperavam déficit comercial de cerca de US$ 42,5 bilhões para o mês.

Índices nacionais

O volume de vendas do comércio brasileiro cresceu 1% em junho em comparação com maio e 11,5% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Na comparação de junho deste ano com junho de 2009, a alta foi de 11,3%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

(Com informações de Valor, AFP e Reuters)

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