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11/08/2010 - 17h41 / Atualizada 11/08/2010 - 18h38

Bovespa cai mais de 2% e dólar sobe após dados de China e EUA

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa fechou em forte baixa nesta quarta-feira. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, caiu 2,13%, aos 65.790,29 pontos. O índice teve a maior queda das últimas seis semanas, quando desvalorizou 3,5% no dia 29 de junho. No mês, a perda acumulada na Bovespa é de 2,56%, e no ano, 4,08%

Em Wall Street, o índice Dow Jones também fechou em forte queda, com desvalorização de 2,49%.

AÇÕES DO IBOVESPA HOJE

Vale PN -2,80%
Vale ON -3,38%
Petrobras PN -3,20%
Petrobras ON -3,80%
Maior alta: LOJAS RENNER ON 1,93%
Maior queda:
FIBRIA ON
-5,40%

A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,68%, a R$ 1,770 na venda. Esta é a maior cotação desde o dia 28 de julho, quando valia 1,771. No ano, o dólar já acumula valorização de 1,55%.

Segundo profissionais do mercado ouvidos pela agência de notícias Reuters, o temor de que a economia global volte a desacelerar voltou a influir no mercado em meio ao pessimismo com os Estados Unidos e a China.

"Parece que o ciclo de recuperação global vai demorar mais tempo do que se imaginava", disse o diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, à Reuters.

A China, um dia depois de divulgar que suas importações desaceleraram, voltou a trazer dados negativos ao anunciar que o crescimento anual da sua produção industrial perdeu força em julho.

Na Bolsa paulista, ações de empresas de metais mais uma vez caíram forte. MMX (MMXM3) perdeu 3,9%, para R$ 12,18. Os papéis da Vale (VALE5) perderam 2,8%, a R$ 42,38.

Nem mesmo CSN (CSNA3) conseguiu se segurar, após ter animado analistas ao reportar resultados vigorosos do segundo trimestre, e tombou 3,9%, R$ 29,05.

Mais uma vez, o temor de desaceleração da já frágil recuperação global pesou também sobre o setor de petróleo, atingindo em cheio a ação mais importante do Ibovespa, a ação preferencial (que possui preferência na hora de receber dividendos, mas não tem voto)da Petrobras (PETR4), que caiu 3,2%, a R$ 27,50.

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Já nos EUA, a análise sobre os anúncios feitos pelo Federal Reserve (o Fed, banco central norte-americano) na terça-feira ganharam contornos mais preocupantes.

Ao manter o juro perto de zero, o Fed afirmou que a economia local desacelerou nos últimos meses. Por isso, vai retomar o programa de compras de títulos públicos para incentivar a expansão do crédito.

Outro dado ruim para a economia dos Estados Unidos foi divulgado nesta manhã. O Departamento de Comércio informou que o país teve o maior deficit comercial dos últimos 20 meses. Em junho, houve alta de 18,8% para US$ 49,9 bilhões, ante os US$ 42 bilhões do mês de maio (revisado).

"Isso é um sinal de que as coisas não vão bem e os estímulos vão ser necessários por mais tempo", afirmou Daoud.

Entre as poucas altas do dia, apareceram papéis de empresas ligadas ao mercado doméstico. Foi o caso de Lojas Renner (LREN3), com avanço de 1,9%, a R$ 54.

Bolsas internacionais

Na Europa, as Bolsas fecharam em forte queda. Londres perdeu de 2,44%, Milão encerrou em baixa de 3,2%, e Madri caiu 3,21%.

As Bolsas de Valores da Ásia fecharam em baixa, com o setor de tecnologia puxando as quedas depois do Federal Reserve ter tomado na véspera medidas para estimular a economia norte-americana.

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