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17/08/2010 - 16h41 / Atualizada 17/08/2010 - 17h03

Dólar cai pelo terceiro dia seguido e vai a R$ 1,755

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,11% nesta terça-feira, a R$ 1,755 na venda. Esta é a terceira queda seguida da moeda.

No acumulado do mês, o dólar está praticamente estável com ligeira baixa de 0,06%. No ano, porém, a moeda ainda tem valorização de 0,69%.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,752.

 

O receio de uma intervenção mais firme do governo freou a queda do dólar.

 

A cotação de R$ 1,75 tem sido vista por analistas como um patamar sensível a mais intervenções do Banco Central. Abaixo desse nível, a autoridade monetária fez dois leilões por dia em algumas sessões entre abril e maio e sondou bancos sobre uma possível oferta de swap cambial reverso.

Nesta sessão, o BC comprou dólares mais cedo que o habitual, entre 12h09 e 12h19, e deixou em aberto a possibilidade de uma segunda operação durante a tarde.

"Gera uma certa apreensão no mercado para apostar contra o dólar a partir desse nível, o que acaba oferendo um suporte muito forte para a moeda americana", disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe da corretora CM Capital Markets, à Reuters.

A pressão externa pela queda do dólar, no entanto, tem sido mais forte nos últimos dois dias. Após diminuir suas posições vendidas no mercado futuro e de cupom cambial (DDI) a US$ 4,8 bilhões nos primeiros dias do mês, os investidores estrangeiros recompuseram essas posições a US$ 6,1 bilhões na segunda-feira.

Para Rostagno, o que pode determinar a quebra do patamar de R$ 1,75 é o comportamento do fluxo de dólares para o país, que ficou positivo nas últimas duas atualizações semanais feitas pelo Banco Central.

"Com essa expectativa com a capitalização da Petrobras, talvez a gente tenha força suficiente para romper esse suporte", disse, em referência à bilionária oferta de ações programada para setembro.

(Com informações da Reuters)

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