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18/08/2010 - 16h40 / Atualizada 18/08/2010 - 17h45

Dólar cai pela quarta vez seguida e vai a R$ 1,753

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,11% nesta quarta-feira, a R$ 1,753 na venda. Esta é a quarta queda seguida da moeda, a maior sequência de baixas desde a primeira quinzena de abril deste ano.

No acumulado do mês, o dólar tem queda de 0,17%. No ano, porém, a moeda ainda tem valorização de 0,57%.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,752.

Na mínima do dia, a cotação chegou a R$ 1,748, alimentando as expectativas de uma atuação mais firme do Banco Central no mercado de câmbio.

Para o gerente de câmbio da Corretora Souza Barros, Luiz Antônio Abdo, o governo até pode intervir com mais força, mas antes testaria opções menos contundentes, evitando uma atuação mais direta sobre a taxa.

"Acredito que poderia, antes de agir mais diretamente no câmbio, realizar ações indiretas, como oferecer incentivos a exportadores ou taxar as importações. Dessa forma, agiria mais no sentido tributário, fechando a porta para mais especulações", disse à Reuters.

No final de julho, a autoridade monetária consultou de maneira informal mesas de bancos dealers para avaliar uma eventual demanda por contratos de swap reverso, deixando o mercado na expectativa.

Contudo, para Moacir Marcos Junior, operador de câmbio da Interbolsa Brasil, "o mercado não está mais trabalhando com o (swap) reverso". Ele justifica tal visão ao afirmar que "o BC não falou mais nada depois dessa sondagem, diminuindo a apreensão com a operação".

O operador atribuiu a queda do dólar nesta sessão principalmente ao comportamento dos mercados internacionais, com as bolsas de valores norte-americanas em alta amparadas por perspectivas positivas para o setor de consumo.

Segundo o Banco Central, quase US$ 600 milhões entraram no Brasil na semana passada, levando o fluxo positivo de agosto, até o dia 13, para US$ 2,362 bilhões.

(Com informações da Reuters)

 

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