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23/08/2010 - 16h54

Dólar sobe pelo terceiro dia seguido e vai a R$ 1,767

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial subiu 0,4% nesta segunda-feira, a R$ 1,767 na venda. É a terceira alta seguida da moeda americana. No mês, o dólar tem variação positiva acumulada de 0,63%. No ano, a valorização é de 1,38%.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,765.

De acordo com dados parciais da câmara de compensação (clearing) da Bovespa, havia pouco antes do fechamento US$ 2,5 bilhões em negócios no mercado à vista.

Sem indicadores relevantes no exterior, o mercado de câmbio oscilou junto com os índices internacionais. No começo do dia, com um cenário mais favorável a aplicações de risco, o dólar caiu. A partir do começo da tarde, com a baixa das commodities, a queda do euro e a fraqueza das ações, o mercado virou.

Não havia indicadores relevantes no exterior --a maior expectativa do mercado é com a agenda de sexta-feira, quando serão divulgados novos números sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

"O volume está baixo e qualquer coisa mexe com as cotações. Pela manhã, lá fora, deu uma piorada rápida. E aqui subiu e ficou", disse à Reuters Francisco Carvalho, gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez. "Acho que (o mercado) vai esperar até sexta mesmo", completou.

No Brasil, o déficit de US$ 4,5 bilhões nas transações correntes em julho, divulgado pelo Banco Central pela manhã, teve pouco impacto imediato sobre a taxa de câmbio. Entretanto, a deterioração das contas externas pode implicar uma tendência de alta do dólar mais adiante.

Foi o pior resultado das transações correntes para um mês de julho, segundo o BC.

"O balanço de pagamentos continua muito dependente da conta de capitais, em particular dos investimentos em portfólio. O resultado natural é que a volatilidade do câmbio vai continuar sensível aos fluxos de capital", escreveu Rafael Leão, do BNP Paribas, em comentário sobre os dados.

(Com informações de Reuters e Valor)

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