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23/08/2010 - 09h45

Mercado reduz estimativa de inflação e juros; PIB tem ligeira alta

O mercado financeiro revisou para baixo sua estimativa para a inflação oficial (IPCA) e para a taxa básica de juros (a Selic), segundo os economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC).

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a pesquisa mostra que a economia brasileira deve ter crescimento de 7,10% neste ano.

Os dados referem-se às expectativas de analistas de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo BC na pesquisa Focus.

IPCA

No boletim divulgado nesta segunda, a previsão é de que o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seja de 5,10%. No relatório anterior, a projeção era de que o indicador marcasse 5,19% no acumulado do ano.

Para 2011, os analistas esperam IPCA de 4,86% após deixarem a estimativa em 4,80% por 18 semanas consecutivas.

Vale notar que tanto neste calendário como no próximo o centro da meta de inflação é de 4,5%.

O levantamento semanal feito pelo BC junto a instituições financeiras trouxe também expectativas mais elevadas para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) e Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), índice usado como base de reajuste na maioria dos contratos de aluguel, em 2010.

No primeiro caso, o prognóstico passou de 8,46% para 8,50%; no segundo, de 8,51% para 8,56%. Quanto ao IPC-Fipe, a projeção é de alta de 5%, sem mudança.

Para agosto, o IPCA deve marcar 0,19%, em vez de 0,27%, e o IGP-DI deve encerrar com 0,67% de aumento, e não com 0,61%. No caso do IGP-M e IPC-Fipe, as previsões foram conservadas em 0,61% e 0,30%, respectivamente.

Selic

Já em relação a taxa básica de juros, os agentes financeiros consultados pelo BC aguardam 10,75% ao fim de 2010 e não de 11%, como o previsto anteriormente. Em 2011, a taxa Selic, que reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos, deve se encontrar em 11,50%, sem mudança.

No câmbio, as expectativas para o dólar ficaram estacionadas em R$ 1,80 no fechamento deste ano e em R$ 1,85 no encerramento do próximo calendário.

Em agosto, a moeda americana deve terminar valendo R$ 1,77, mesma previsão contemplada no relatório anterior.

PIB

A economia deve ter crescimento de 7,10% neste ano, ligeiramente acima daquele previsto antes, de 7,09%.

Em 2011, os agentes sondados mantiveram, pela 37ª semana seguida, a projeção de expansão de 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Balança comercial

No caso da balança comercial, ficou estacionada a perspectiva de superavit de US$ 15 bilhões em 2010, mas foi ampliada a projeção de saldo positivo para o calendário seguinte, de US$ 8,68 bilhões para US$ 9 bilhões.

Investimento estrangeiro

Em investimento estrangeiro direto, a mediana das estimativas dos analistas é de entrada de US$ 31 bilhões neste ano e de US$ 38,20 bilhões em 2011. Antes, essas cifras estavam em US$ 32 bilhões e US$ 38,50 bilhões, respectivamente.

Conta corrente

Para a conta corrente, que reflete as principais transações com o exterior na área comercial e na contratação de serviços e transferências de renda, a previsão é de déficit de US$ 49,91 bilhões no ano corrente e de resultado negativo de US$ 57,90 bilhões em 2011, contra déficit estimado de US$ 49 bilhões e de US$ 58 bilhões aguardado anteriormente, nesta ordem.

Produção industrial

A produção industrial deve avançar 11,49% em 2010, em vez de 11,57%, e subir 5% no exercício seguinte.

(Com informações do Valor )

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