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25/08/2010 - 17h42 / Atualizada 25/08/2010 - 18h19

Bovespa cai pela quinta vez seguida; dólar fica quase estável

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda pela quinta vez seguida nesta terça-feira. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, caiu 0,54%, aos 64.803,43 pontos.

Desde maio deste ano, que a Bovespa não registrava uma sequência de cinco pregões seguidas no vermelho. Na ocasião, o índice teve desvalorização em seis dias consecutivos.

AÇÕES DO IBOVESPA HOJE

Vale PN -0,97%
Vale ON -0,90%
Petrobras PN -0,23%
Petrobras ON 0,61%
Maior alta: Braskem PN 4,44%
Maior queda:
CESP PN
-3,78%

Em agosto, a perda acumulada na Bolsa é de 4,02%, e, no ano, de 5,52%.

A cotação do dólar comercial fechou praticamente estável com leve alta de 0,06%, a R$ 1,766 na venda. Desde o dia 22 de julho, a moeda norte-americana tem fechado cotada entre R$ 1,75 e R$ 1,78.

Apesar de dados econômicos ruins nos Estados Unidos, foi a Bovespa quem mais acusou o pessimismo internacional, fechando no vermelho pela quinta sessão seguida, ao contrário das Bolsas de Nova York, onde os principais índices reverteram no final.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,2%.

"E os mercados lá fora tinham caído mais; era natural que em algum momento a Bovespa ia realinhar", complementou.

Ações de companhias domésticas de commodities, a principal ligação do Brasil com o exterior, foram os principais alvos de ordens de vendas. Em destaque, as siderúrgicas caíram após um dado da véspera mostrando que o estoque de aço dos distribuidores atingiu em julho o pico histórico, com quatro meses de estoque, contra uma média histórica de 2,7 meses.

CSN (CSNA3) caiu 2,3%, para R$ 27,21, seguida pelo papel preferencial da Usiminas (USIM5), que recuou 2,2%, a R$ 45,39. Ambas as companhias foram citadas pela Itaú Corretora como as que mais perdem com esse cenário.

O papel preferencial da Vale (VALE5) foi pelo mesmo caminho, perdendo 0,97%, a R$ 40,93.

Em outra frente, as incertezas relacionadas ao processo de capitalização da Petrobras seguiram pesando e o papel preferencial da companhia (PETR4) cedeu mais 0,23%, para R$ 26,08.

Na ponta de cima do Ibovespa, Braskem (BRKM5) subiu 4,4%, a R$ 15,30, após a Itaú Corretora ter elevado a avaliação de preço justo para do papel da petroquímica para o final de 2010.

Fora do índice, Redentor marcou sua estreia com um salto de 37,3%, a R$ 7,55. A companhia é resultado da cisão parcial com Equatorial Energia (EQTL3), que caiu 13,4%, a R$ 10,90.

Bolsas internacionais

As principais Bolsas europeias fecharam em baixa, após novos dados econômicos que vieram piores do que as previsões nos Estados Unidos, incluindo o de vendas de casas e de encomendas de bens duráveis, que acirraram temores de reversão na retomada econômica do país.

Os mercados acionários na Ásia reagiram mal aos dados de vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos, divulgados na terça-feira (24).

As principais Bolsas da região fecharam no vermelho, com quedas que chegaram a ultrapassar 2%, após o governo americano informar que a comercialização de casas usadas declinou 27,2% em julho, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 3,83 milhões de unidades.

(Com informações de Valor e Reuters)

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