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02/09/2010 - 16h42

Dólar cai 0,86%, vai a R$ 1,732 e tem menor cotação desde maio

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,86% nesta quinta-feira, a R$ 1,732 na venda. Este é o menor valor da moeda desde o dia 3 de maio, quando tinha a mesma cotação.

No ano, o dólar ainda tem desvalorização de 0,63%.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,735.

O dólar estendeu a queda frente ao real pelo terceiro dia seguido, com a iminência da capitalização da Petrobras e a ausência de uma atuação mais firme do governo.

A definição do valor em petróleo que o governo poderá usar na oferta de ações da Petrobras (PETR4) indicou que a capitalização deve ocorrer como programado, ainda neste mês.

Embora analistas tenham dificuldades em avaliar o montante de dólares que ainda deve ingressar no país para participar da operação, o progresso da oferta confirmou a expectativa do mercado --boa parte já expressa na atual taxa de câmbio-- por bilhões de dólares em entradas.

De acordo com Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Safra de Investimento, a posição vendida dos bancos no dia 27 de agosto era estimada em US$ 13,8 bilhões, a segunda maior já verificada desde 1996.

Na BM&FBovespa, os estrangeiros elevaram as posições vendidas a US$ 10,8 bilhões em cupom cambial (DDI) e dólar futuro.

"O mercado segue na caça da emissão da Petrobras", resumiu à Reuters Marcelo Oliveira, operador da corretora BGC Liquidez.

A queda do dólar foi acelerada pelo desmonte de operações em torno do nível de R$ 1,75, respeitado ao longo de julho e agosto como um piso informal da moeda diante da intervenção do Banco Central por meio de leilões no mercado à vista.

O banco Nomura, por exemplo, comunicou seus clientes que realizou operações de "stop-loss" para desmontar operações perto dessa cotação. "A posição técnica do mercado de câmbio trabalhou contra nossa recomendação, já que o mercado ainda espera grandes fluxos no setor de petróleo", comentou Benito Berber, analista do banco.

As apostas no dólar acima de R$ 1,75 se sustentavam, em parte, pela expectativa de que o Banco Central atuaria com mais vigor caso a moeda caísse abaixo desse patamar. Pelo segundo dia, isso não se confirmou, e o BC realizou somente um leilão tradicional de compra de dólares.

(Com informações de Reuters e Valor)

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