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14/09/2010 - 17h38 / Atualizada 14/09/2010 - 18h13

Bovespa cai 0,5% puxada por quedas das ações da Petrobras

Da Redação, em São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda de 0,5%, aos 67.691,85 pontos, nesta terça-feira (14), em um dia de fortes perdas das ações da Petrobras.

No mês, porém, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, acumula valorização de 3,91%. No ano, ainda tem perda de 0,81%. Em Wall Street, o Índice Dow Jones caiu 0,17%.

AÇÕES DO IBOVESPA HOJE

Vale PN -0,66%
Vale ON -0,83%
Petrobras PN -5,12%
Petrobras ON -4,8%
Maior alta: Ecodiesel ON
4,4%
Maior queda: LLX ON
-7,92%

A cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,47%, a R$ 1,708 na venda. Com isso, a moeda americana registrou a décima baixa seguida e atingiu o menor valor desde 9 de novembro de 2009, quando fechou a R$ 1,702.

Em meio a um processo de capitalização, as ações preferenciais (que possuem preferência na hora de receber dividendos, mas não têm voto) da Petrobras (PETR4) caíram 5,12%, a R$ 26,85.

As ações ordinárias (aquelas que dão direito a voto) da estatal (PETR3) perderam 4,8%, a R$ 30,14%.

De acordo com profissionais do mercado, a movimentação dos investidores para a megacapitalização da Petrobras mais uma vez distorceu a análise sobre o mercado a partir do comportamento do índice, no qual a empresa tem forte peso. Mais da metade das ações do índice fecharam em alta.

"Até terminar a oferta pública, o mercado tende a ficar assim", disse André Querne, sócio da Rio Gestão de Recursos, no Rio de Janeiro, à agência de notícias Reuters.

O pior desempenho no índice ficou por conta da LLX (LLXL3), do empresário Eike Batista, que derrapou 7,9%, a R$ 9,30, no segundo dia de forte queda.

Para a Ativa Corretora, a transação com a MMX e a sul-coreana SK Networks, anunciada na véspera, não trouxe nenhum dado positivo para a companhia de logística, também envolvida no negócio.

Mas, após o Ibovespa ter atingido a máxima em cinco semanas no fechamento de segunda-feira, alguns investidores resolveram realizar lucros com empresas ou setores. Foi o caso do segmento de metais, mesmo num dia de alta das cotações do setor.

O papel preferencial da Vale (VALE5) caiu 0,66%, a R$ 42,26. Entre as siderúrgicas, Gerdau (GGBR4) puxou a fila, com recuo de 1,77%, a R$ 24,46.

Na ponta de cima, a maior parte dos bancos estendeu os ganhos da véspera, com analistas considerando que as regras de Basileia 3, divulgadas no domingo, terão pequeno impacto no setor financeiro no país. Em destaque, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,4%, a R$ 39,05.

Fora do índice, o destaque positivo da sessão foi a Estrela (ESTR4), com um salto de 30,4%, a R$ 1,33, com R$ 23 milhões em negócios, em meio a comentários de que o banco BTG Pactual estaria negociando a compra de participação na fabricante de brinquedos.

Consultado, o banco disse à Reuters que não iria comentar o assunto.

O saldo de investimento estrangeiro no mês até dia 10 estava negativo em R$ 256,8 milhões. No acumulado em 2010, a saída líquida é de R$ 291 milhões.

Bolsas internacionais

As ações europeias fecharam praticamente estáveis, com dados econômicos acima das expectativas nos Estados Unidos sendo insuficientes para convencer investidores a assumir mais risco, enquanto o ouro atingia nova máxima histórica.

Após a forte valorização de ontem, impulsionada pelos dados das economias chinesa e americana, as Bolsas asiáticas fecharam o pregão sem direção definida.

Os principais indicadores da região apresentaram leve variação para cima ou para baixo, sem que nenhum fator específico exercesse grande peso sobre as operações.

(Com informações de Reuters)

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