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20/09/2011 - 17h11 / Atualizada 20/09/2011 - 20h34

Dólar fecha cotado a R$ 1,791, maior valor em quase 15 meses

Do UOL Economia, em São Paulo

O dólar comercial subiu novamente nesta terça-feira (20) com a atenção ainda voltada ao mercado internacional, fechando em alta de 0,80%, vendido a R$ 1,791. É a maior cotação desde 1º de julho de 2010.

Ao longo do dia, a moeda norte-americana chegou a ser vendida por R$ 1,802, depois recuando um pouco.

Dólar fecha a R$ 1,791, maior valor em quase 15 meses

A moeda acumula alta de 12,45% em setembro. No ano, a alta acumulada é de 7,49%.

 O fluxo de capitais ainda positivo e o nível relativamente baixo da taxa de câmbio em relação a 2008/2009 ainda pesam contra uma intervenção do Banco Central (BC) a favor da queda do dólar, avaliam agentes de mercado.

Por que o dólar sobe tanto?

A principal preocupação dos investidores é com a crise da dívida na Europa, onde se teme um calote da Grécia.

No fim da tarde, o mercado mostrou ainda cautela com a reunião de política monetária dos Estados Unidos, que termina na quarta-feira e na qual o Federal Reserve (banco central norte-americano) pode anunciar novas medidas de estímulo ao crescimento.

Fatores locais também têm contribuído para a valorização do dólar, como a perspectiva de juros menores nos próximos meses e o desconforto de alguns investidores com medidas recentes do governo, como a cobrança de um imposto sobre derivativos.

A puxada do dólar foi, em parte, reflexo de um repique da moeda norte-americana no fim da tarde de segunda-feira, quando o mercado à vista já estava fechado mas o futuro ainda realizava seus ajustes finais, terminando a sessão acima de R$ 1,80. Nesta terça, o contrato futuro de maior volume caía cerca de 0,7%.

Para economistas, alta do dólar é reflexo de especulação e não deve se manter

A recente alta do dólar é resultado de nervosismo especulativo, na avaliação do professor de economia internacional André Nassif, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ontem, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, em entrevista à Agência Brasil, também avaliou que há poucas chances de a alta da moeda norte-americana ser duradoura.

Para mercado, ação do BC contra alta do dólar ainda é improvável

O Banco Central (BC) provavelmente continuará fora do mercado de câmbio por ora, evitando vender dólares mesmo após a rápida valorização da moeda, que encostou em R$ 1,80, avaliam profissionais de mercado.

O fluxo de capitais para o país continua positivo e a taxa de câmbio ainda não ameaça a estabilidade econômica do país, ao contrário da última crise financeira, argumentam os agentes de mercado.

(Com informações de Reuters e Agência Brasil )

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