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Crise econômica

Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

  • Imagem: Josep Lago/AFP

24/01/2012 - 17h22 / Atualizada 24/01/2012 - 18h07

Dólar fecha praticamente estável, a R$ 1,753, após seis quedas seguidas

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou praticamente estável nesta terça-feira (24), anulando quase toda a alta do início do dia em meio à melhora nos mercados externos e antes de um feriado municipal no Brasil que deve reduzir a liquidez nas operações locais. 

A moeda norte-americana registrou leve alta de 0,02%, cotada a R$ 1,753 na venda, encerrando uma série de seis baixas consecutivas, na qual se desvalorizou 2,12%. 

No mês e no ano, o dólar acumula desvalorização de 6,21% ante o real.

A taxa de câmbio abriu em alta, na máxima alcançando R$ 1,769, mas passou a perder força no restante do dia e na mínima recuou a R$ 1,752, conforme o euro e as Bolsas de Valores norte-americanas reduziam as perdas. 

Mais cedo, predominou entre investidores a cautela em torno das discussões para salvar a Grécia de um calote. Os ministros das Finanças da zona do euro rejeitaram uma proposta de credores privados para trocar os bônus atuais por novos papéis, aumentando as dúvidas sobre o futuro de Atenas dentro da zona do euro. 

No Brasil, o mercado continou recebendo fortes entradas de dólares. Segundo o Banco Central, o fluxo cambial registrou saldo positivo nas três primeiras semanas do ano de US$ 6,654 bilhões. Só na semana passada, foram US$ 3,636 bilhões, mantendo o forte ritmo de entrada.

O reforço nos ingressos levou os bancos a reverterem suas posições em dólar no mercado à vista, agora compradas em US$ 4,84 bilhões. As instituições terminaram dezembro com exposição vendida de US$ 1,583 bilhão. 

A sessão de quarta-feira deve ser bastante fraca, devido ao feriado de aniversário da cidade de São Paulo. Da pauta internacional, destaque para a decisão de juro nos Estados Unidos, para a qual a expectativa é de que o Federal Reserve (banco central norte-americano) deve manter a taxa entre zero e 0,25%. 

As operações domésticas voltam ao normal na quinta-feira. 

Bolsas internacionais

As Bolsas de Valores europeias recuaram, afastando-se da máxima em seis meses atingida na véspera, com preocupações de que a Grécia possa estar caminhando para um calote desordenado. 

Os ministros das Finanças da zona do euro rejeitaram uma proposta feita por credores privados para ajudar a reestruturar a dívida da Grécia, levando os investidores a voltarem a considerar a ameaça de um default desordenado da Grécia.

As Bolsas de Valores asiáticas fecharam mistas, com os ganhos iniciais reduzidos depois que as negociações para reestruturação da dívida da Grécia sofreram outro grande revés, levantando a possibilidade de calote.

(Com informações da Reuters)

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