Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

A Bolsa brasileira registrou mais um dia de pouca variação, encerrando o pregão em leve baixa, com a ausência de uma esperado anúncio de medidas da Grécia para a rolagem de sua dívida com credores privados.
O Ibovespa, principal índice de ações na Bolsa paulista, encerrou em queda de 0,13%, aos 65.831,16 pontos. No mês, o índice acumula ganhos de 4,37%. No ano, a valorização chega a 15,99%.
O giro financeiro do pregão foi de R$ 7,95 bilhões.
Pela manhã, a Bolsa brasileira operou em alta com a expectativa de que o acordo na Grécia fosse anunciado nesta quarta, o que não ocorreu.
"O mercado ainda está no aguardo do que vai acontecer. Também foi um dia tranquilo em indicadores", afirmou o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.
Ele lembrou que reuniões de líderes partidários da Grécia foram adiadas diversas vezes, mas o mercado ainda acredita que uma decisão será tomada nos próximos dias. "Até porque os líderes da Europa estão pressionando."
O dólar comercial fechou em baixa pelo segundo dia seguido, sem que um leilão de compra de dólares a termo realizado pelo Banco Central tivesse impacto sobre a cotação. Segundo operadores de câmbio, a divisa norte-americana segue pressionada pelo grande fluxo de entrada de recursos no país.
A moeda norte-americana registrou desvalorização de 0,38%, cotada a R$ 1,718. No ano, a desvalorização já chega a 8,07%.
As ações dos setores de petróleo e de mineração foram as que mais pressionaram o Ibovespa. A preferencial da Petrobras (PETR4) caiu 0,66%, a R$ 25,43. A também petroleira OGX (OGXP3), de Eike Batista, perdeu 0,86%, a R$ 17,31.
A preferencial da Vale (VALE5) recuou 0,73%, a R$ 43,65. MMX (MMXM3), também de Eike Batista, com queda de 4,47%, a R$ 8,55, foi a pior do índice.
Na ponta contrária, Redecard avançou pelo segundo dia consecutivo, após o anúncio do Itaú Unibanco (ITUB4), que fará uma oferta pública pelas ações da operadora de cartões. O papel subiu 2,82%, a R$ 36,40, acima do valor máximo que o banco pretende pagar, de R$ 35.
Itaú também foi destaque positivo, com ganho de 2,2%, a R$ 37,20. Pela manhã, a instituição estimou uma alta de 14% a 17% em sua carteira de crédito em 2012.
Fora do índice, Triunfo (TPIS3) foi novamente o destaque, dessa vez de alta, subindo 6,54%, a R$ 8,15, após a empresa conceder mais informações sobre os investimentos que fará no aeroporto de Viracopos, no interior de São Paulo. Nas últimas duas sessões, o papel havia caído cerca de 13%.
As principais Bolsas europeias terminaram a sessão com pequenas variações, praticamente estáveis, com os mercados à espera das negociações sobre a dívida grega.
As Bolsas de Valores asiáticas fecharam em alta, atingindo a máxima em mais de cinco meses, com os investidores mantendo vivas as esperanças de que haja um acordo sobre os detalhes do novo programa de ajuda externa à Grécia, apesar dos atrasos.
A alta veio após os sólidos ganhos das Bolsas dos Estados Unidos. O índice Dow Jones atingiu a máxima em três anos e nove meses, alavancado por uma melhora da confiança após dados econômicos positivos.
(Com informações da Reuters)
| IPCA | abr.12 | 0,64% |
|---|---|---|
| IPC-Fipe | abr.12 | 0,47% |
| IGP-M | abr.12 | 0,85% |
| INPC | abr.12 | 0,64% |
| TR | 0,020% | 16.Mai.2012 |
|---|---|---|
| CDI | 8,690% | 16.Mai.2012 |
| SELIC | 9% | 18.Abr.2012 |