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Crise econômica

Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

  • Imagem: Josep Lago/AFP

22/02/2012 - 17h23 / Atualizada 22/02/2012 - 17h48

Dólar recua 0,41% e vai a R$ 1,707, menor valor desde outubro

Do UOL, em São Paulo

O dólar caiu ao menor nível em quase quatro meses ante o real nesta quarta-feira (22), refletindo ingressos de recursos melhorando nas últimas horas dessa sessão pós-Carnaval. Com isso, o Banco Central voltou a intervir no mercado por meio de um leilão de compra de dólar no mercado à vista, para evitar que a moeda norte-americana rompa o patamar de R$ 1,70.

Mesmo assim, a moeda norte-americana recuou 0,41%, cotada a R$ 1,707 na venda. É o menor valor desde 31 de outubro (R$ 1,703).

Em fevereiro, o dólar acumula desvalorização de 2,30% em relação ao real. No ano, essa desvalorização chega a 8,64%.

A entrada de fluxo no país puxava a cotação do dólar para baixo, segundo o operador de câmbio da corretora Renascença José Carlos Amado.

"Num dia de baixa liquidez, pequenas entradas de dólar já são suficientes para desvalorizar a moeda", afirmou.

Às 14h55, quando o dólar estava perto das mínimas do dia, a autoridade monetária anunciou um leilão de compra de moeda à vista, definindo como corte a taxa de R$ 1,708. Foi a segunda operação desse tipo que o BC realizou desde que voltou a comprar dólares no mercado, há pouco mais de duas semanas.

Nas últimas sete sessões, no entanto, a autoridade monetária não atuou no mercado. Além dos leilões à vista, o BC também tem atuado com leilões de compra a termo, com data de liquidação diferenciada.

Para o diretor de tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer, foi o fluxo positivo que chamou o BC novamente ao mercado.

"O Banco Central sabe quando o mercado está líquido e ele julgou que, para uma dia como hoje, o fluxo estava forte e decidiu comprar, para controlar a volatilidade", afirmou.

O Brasil continua registrando entrada líquida de dólares, segundo dados do Banco Central. Entre os dias 6 e 10 deste mês, o superavit cambial foi de US$ 3,828 bilhões, ante os US$ 4,575 bilhões que ingressaram na semana anterior.

Os negócios no interbancário começaram nesta quarta-feira por volta das 13h, junto com a abertura do mercado futuro de dólar na BM&FBovespa, referência para o formação dos preços no segmento à vista. Desde as 9h, no entanto, era possível fazer registros de operações de compra e venda de dólares no mercado, segundo informou a assessoria de imprensa do BC.

Bolsas internacionais

As ações europeias fecharam em quedapela segunda sessão consecutiva, em meio a um baixo volume de negócios, conforme dados de gerentes de compra da zona do euro sugeriram que a região pode entrar em recessão e potencialmente prejudicar os lucros das companhias.

Em Londres, o índice Financial Times recuou 0,2%, a 5.916 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX baixou 0,93%, para 6.843 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,52%, a 3.447 pontos.

A maior parte das Bolsas da Ásia fechou com ganhos. Os investidores avaliaram dados sobre o desempenho do setor industrial chinês e mostraram-se cautelosos com as perspectivas para a economia grega.

Pesquisa preliminar do HSBC mostrou que o índice de gerente de compras para o setor manufatureiro chinês saiu de 48,8 em janeiro para 49,7 um mês depois. O indicador de produção manufatureira da China passou de 47,6 para 50,1, no mesmo tipo de comparação. Vale notar que a marca de 50 separa o crescimento da contração.

(Com informações da Reuters)

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