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Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

  • Imagem: Josep Lago/AFP

19/03/2012 - 17h26 / Atualizada 30/03/2012 - 17h41

Bovespa fecha quase estável e dólar vai a R$ 1,811, maior valor desde janeiro

Do UOL, em São Paulo

A Bolsa brasileira fechou praticamente estável nesta segunda-feira (19), no final de uma sessão volátil, seguindo as Bolsas globais, em dia de exercício de opções sobre ações no mercado doméstico. 

O Ibovespa, principal índice de ações na Bolsa paulista, registrou leve alta de 0,07%, aos 67.730,31 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 12,448 bilhões, sendo R$ 6,4 bilhões apenas com o vencimento de opções.

Em março, a Bovespa acumula alta de 2,92% e no ano, ganhos de 19,34% (siga no UOL Economia o gráfico da Bovespa com atualização constante). Veja ainda no UOL a cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.

Já a cotação do dólar fechou em alta, e descolado do movimento externo, em um dia sem intervenção do Banco Central. O mercado financeiro tem operado na espera de que o governo possa tomar mais medidas para conter uma valorização excessiva do real ou que o BC possa voltar a atuar com leilões.

O dólar comercial teve valorização de 0,40%, a R$ 1,811 na venda (veja no UOL gráfico com as últimas atualizações). É o maior valor de fechamento desde 9 de janeiro, quando era vendido a R$ 1,835.

Em março, o dólar já acumula valorização de 5,27% em relação ao real. No ano, a moeda norte-americana tem baixa de 3,09%.

Para o operador de câmbio da corretora Interbolsa do Brasil, Ovídio Soares, o governo criou a expectativa de que possam ocorrer novas medidas, o que tem feito com que o dólar esteja em alta ante o real, descolando-se do que o ocorre no cenário externo. "O governo criou esse movimento de espectativa diária de novas medidas, o mercado fica na espera de que de fato ele possa entrar", disse.

Ações de destaque na Bovespa

As  grandes empresas também tiveram um dia de altos e baixos. A preferencial da Vale (VALE5) subiu 0,12%, a R$ 41,95, enquanto a da Petrobras (PETR4) teve ganho de 0,66%, a R$ 24,51. OGX (OGXP3) encerrou em alta, de 1,23%, a R$ 17,22.  

Na outra ponta, o setor de construção teve um dia negativo, com PDG Realty (PDGR3) caindo 3,23%, a R$ 6,89, MRV (MRVE3) em baixa de 2,85%, a R$ 13,96, e Brookfield (BISA3) recuando 0,92%, a R$ 6,44. 

Mercado tem respeitado 'piso' de R$ 1,80

Para o consultor financeiro da Previbank DTVM, Jorge Lima, o mercado tem respeitado o piso de R$ 1,80, já que abaixo disso o BC tem voltado a atuar com leilões de compra de dólares. 

Com a moeda acima desse piso e um fraco volume nos mercados nesta segunda-feira, também com poucas novidades no cenário externo, o BC não realizou leilões de compra de dólares, segundo a avaliação do mercado. A autoridade monetária chegou a atuar nas duas últimas sessões, com leilões de compra no mercado à vista. 

A atuação do governo ainda tem mantido o dólar em alta frente ao real, diferentemente do que ocorre no exterior, já que a moeda norte-americanca tem mostrado queda ante outras divisas.

Na última sexta-feira, a moeda fechou praticamente estável, no dia em que o governo anunciou mais uma medida, que reduziu a zero a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de hedge cambial em contratos de derivativos feitas pelos exportadores.

O economista BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, avalia que, além da disposição do governo em manter a moeda no patamar de R$ 1,80, o volume fraco nesta segunda-feira ajudou a evitar movimentos mais bruscos.  

Bolsas europeias

As ações europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, interrompendo uma sequência de quatro dias de alta, com investidores realizando lucros, após as bolsas terem atingido a maior alta em oito meses na semana passada, e se voltando para o setor de telecomunicação, em detrimento do automotivo.

O FTSE Eurofirst 300, índice das principais ações europeias, fechou em baixa de 0,11%, a 1.105,61 pontos.

As montadoras, que têm estado entre as de melhor performance neste ano, foram o pior setor nesta segunda-feira, enquanto investidores deslocaram-se para papéis de telecomunicação, que tiveram desempenhos fracos até agora neste ano.

Bolsas asiáticas

Com exceção principalmente de Hong Kong, onde os investidores realizaram lucros, as principais Bolsas de Valores da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira, embaladas pelo otimismo com a economia americana e o aumento dos preços de energia.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou pelo quinto dia seguido em alta, de 0,12%, aos 10.141,99 pontos, com destaque para os papéis de bancos (Mitsubishi, 1,37%, Mizuho Financial, 2,13%), após a Moody's afirmar que o plano do Banco do Japão de conceder financiamento em dólar para empresas de alto crescimento é positivo para a capacidade de crédito dessas instituições.

(Com informação de Reuters e Valor)

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