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04/05/2012 - 14h49 / Atualizada 04/05/2012 - 16h33

Ações da Petrobras e da Vale têm forte queda; acompanhe

Do UOL, em São Paulo

As ações da Petrobras (PETR3)(PETR4) e da Vale (VALE3)(VALE5) operam com forte queda nesta sexta-feira (4).

Por volta das 16h30, a ação preferencial da Petrobras (PETR4) tinha queda de 4,58%, a R$ 20,52, e a ordinária (PETR3) tinha baixa de 4,83%, a R$ 21,26.

A ação preferencial da Vale (VALE5) tinha queda de 3,20%, a R$40,21, e a ordinária (VALE3) recuava 3,32%, a R$ 41,34.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, tinha queda de 2,06%. 

A desvalorização dos papéis da Petrobras acontece após a empresa ter anunciado queda na produção de petróleo no Brasil em março e com o forte recuo das cotações da commodity no mercado internacional. 

No caso da Vale, a queda acontece porque ontem a Justiça cancelou uma decisão que favorecia a mineradora em um processo de R$ 30 bilhões contra a Fazenda Nacional.

Para analistas do Itaú BBA, a decisão é negativa para a Vale, "dado que as autoridades fiscais agora poderiam exigir garantias (ativos financeiros, garantias bancárias ou ativos reais)" para os tributos requeridos. 

Esse cenário, afirmaram os analistas Marcos Assumpção e André Pinheiro em relatório, "poderia por fim ter um impacto negativo na posição financeira da companhia".   

Processo de R$ 30 bilhões contra a Vale

A maior produtora de minério de ferro do mundo trava na Justiça uma disputa contra a Fazenda Nacional, em processos que poderiam resultar em cobrança total de cerca de R$ 30 bilhões. 

A decisão do STJ cancelou uma medida cautelar obtida pela Vale em 14 de março, segundo comunicado da mineradora divulgado nesta quinta-feira. 

"A Vale adotará todas as medidas para assegurar seu direito de defesa. Seguimos confiantes em nossos argumentos e continuaremos a apresentar os recursos cabíveis até que ocorra o julgamento do mérito da defesa apresentada pela Vale", disse a empresa em comunicado. 

Na semana passada, a Vale apresentou carta de fiança no valor de R$ 1,7 bilhão para garantia de valores cobrados pela Fazenda Nacional, entre 1996 a 2002. 

A Vale ressalta que a "apresentação de garantia não representa perda ou derrota judicial", sendo uma "etapa para o início da discussão judicial das cobranças". 

(Com informações da Reuters)

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