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Crise econômica

Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

  • Imagem: Josep Lago/AFP

30/05/2012 - 17h30 / Atualizada 30/05/2012 - 18h15

Bovespa cai 1,5% com pessimismo externo; dólar volta a passar de R$ 2

Do UOL, em São Paulo

A Bovespa fechou em baixa nesta quarta-feira (30) pelo segundo dia seguido, acompanhando as Bolsas internacionais, com o pessimismo sobre a crise na zona do euro e a apreensão com o setor bancário espanhol levando investidores a se desfazer de ações e buscar ativos considerados mais seguros.

O Ibovespa, principal índice de ação na Bolsa brasileira, caiu 1,53%, aos 53.797,91 pontos. Esse é o menor nível de fechamento desde 10 de outubro de 2011, quando o índice caiu a 53.273 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,43 bilhões.

A cotação do dólar comercial fechou em alta, subindo pela segunda sessão seguida e voltando ao patamar de R$ 2 depois de três sessões abaixo desse nível. A moeda norte-americana registrou valorização de 1,47%, a R$ 2,016 na venda. No mês, a moeda acumula valorização de 5,69% e no ano, de 7,87%.

Nesta quarta-feira o Banco Central também não atuou, pelo terceiro pregão consecutivo, após ter intensificado a sua atuação na semana passada por meio de leilões de swap cambial tradicional, que equivalem à compra de dólares no mercado futuro. 

 

Ações de destaque na Bovespa

A OGX (OGXP3.SA), petroleira de Eike Batista, caiu 8,36%, a R$ 10,41, e foi a maior contribuição para a queda do Ibovespa, seguida pela ação preferencial da Petrobras (PETR4), que recuou 2,65%, a R$ 18,35.  

O tombo de mais de 3% no preço dos futuros de petróleo nos Estados Unidos pesou sobre o desempenho das empresas do setor no Brasil, segundo operadores.

A preferencial da Vale (VALE5.SA) recuou 0,41%, a R$ 36,45. Nesta quarta-feira, o procurador República, André Casagrande Raupp, disse que o Ministério Público Federal investiga empreendimentos de cobre da mineradora no Pará, sobre eventuais prejuízos a indígenas.

Além de OGX, mais duas empresas do bilionário Eike Batista figuraram entre as maiores baixas do dia: MMX (MMXM3.SA) caiu 7%, a R$ 6,77, e LLX (LLXL3.SA) recuou 6,07%, a R$ 2,32.  

"Em um movimento de forte aversão ao risco nos mercados, seria bem razoável pensar que empresas com beta (risco) elevado tenham forte baixa", disse Alves. "Essas ações tendem a amplificar o movimento da bolsa, tanto para cima como baixo."

Localiza (RENT3.SA) foi o destaque de alta, com avanço de 2,92%, a R$ 30,65. Segundo o analista Rafael Weber, da Geração Futuro, após cair forte desde abril em função das fracas vendas de automóveis, o papel se beneficiaria com a perspectiva de que os estoques se normalizem nos próximos meses, após as medidas tomadas recentemente pelo governo.  

Eletrobras (ELET6.SA) subiu 2,46%, a R$ 17,90. A companhia reportou na noite da véspera um lucro líquido de R$ 1,268 bilhão no primeiro trimestre, queda de 1% na comparação anual.

Bolsas internacionais

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em baixa de 1,28%.
 
Os principais índices europeus fecharam em queda acentuada nesta quarta-feira, reforçando o nervosismo em meio a sinais de que a crise econômica e dos bancos na Espanha se aprofunda, e com preocupações renovadas de que a Grécia possa deixar a zona do euro.
 
As ações asiáticas caíram e o euro chegou perto do menor valor em 23 meses. Também surgiram sinais de que a China pode assumir uma postura cautelosa no estímulo econômico. 
 
O índice Nikkei, do Japão, fechou com queda de 0,28%. O euro caiu para U$1.24572.

(Com informações de Reuters)

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