Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

A Bovespa terminou o pregão desta quarta-feira (20) praticamente estável, com uma certa frustração do mercado sobre os anúncios feitos pelo Federal Reserve (banco central norte-americano), que estendeu medida monetárias para estimular a economia local. Os investidores, no entanto, esperavam mais.
Após alternar alta e baixa, o Ibovespa, principal índice de ações na Bolsa paulista, fechou com leve queda de 0,05%, aos 57.166,55 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,86 bilhões. Em junho, o índice registra alta de 4,91% e no ano, de 0,73%. Veja ainda no UOL a cotação das ações e fechamentos anteriores da Bovespa.
"O mercado subiu muito nas sessões anteriores, na expectativa de que o Fed anunciaria algo melhor hoje, mas a percepção foi de que isso é muito pouco", disse o diretor da Título Corretora, Márcio Cardoso.
A cotação do dólar comercial voltou a subir após ter caído mais de 1% na véspera. O dólar comercial fechou em alta de 0,28%, a R$ 2,033.
O Fed estendeu o estímulo monetário para uma recuperação econômica norte-americana que parece estar correndo o risco de estagnar, renovando os esforços para diminuir os custos de empréstimos por meio da venda de títulos de curto prazo para comprar bônus com prazos mais longos.
Na Bolsa paulista, o setor de construção foi o destaque de alta do dia, com a ação da PDG Realty (PDGR3.SA) subindo 6,18%, a R$ 3,78. Segundo um operador, o setor se beneficia da perspectiva de juros em queda no país.
A ação preferencial da Vale (VALE5.SA) subiu 0,35%, a R$ 39,85, enquanto a da Petrobras (PETR4.SA) teve alta de 1,27%, a R$ 19,90.
Em sentido oposto, OGX (OGXP3.SA) recuou 4,41%, a R$ 9,75, enquanto B2W (BTOW3.SA) teve queda de 3,31%, a R$ 6,14.
O Fed estendeu nesta quarta-feira o estímulo monetário até o fim de 2012, no programa chamado "Operação Twist", por meio da compra de US$ 267 bilhões em ativos de prazo mais longo.
Além disso, a autoridade monetária dos Estados Unidos reduziu as previsões para o crescimento do país, informando também estar preparada para lançar novas medidas para incentivar a economia, se necessário.
Os elevados custos da dívida pública espanhola continuam no foco, e crescem temores de que o país venha a ter de se unir à Grécia, Irlanda e Portugal ao buscar um resgate nacional.
As ações europeias fecharam em suas novas máximas em um mês, ajudadas pelo avanço de papéis do setor bancário, como os dos espanhóis BBVA e Santander, em meio ainda à expectativa de novas medidas de estímulo por parte de bancos centrais.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou com alta de 0,47%, para 1.014 pontos. O indicador Euro STOXX 50, que abrange blue-chips do continente, também encerrou com alta, de 0,43%, aos 2.207 pontos. As ações do setor financeiro estiveram entre as de melhor desempenho nas bolsas europeias, com o índice bancário STOXX 600 em alta de 1,51%.
Em Londres, o índice Financial Times subiu 0,64%, a 5.622 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX ganhou 0,45%, para 6.392 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,2%, a 3.126 pontos.
As Bolsas de valores asiáticas subiram à medida que investidores também apostam que a piora da crise da dívida europeia e as preocupações com o crescimento global farão com que os principais bancos centrais do mundo lancem uma nova rodada de estímulos monetários.
A média de ações Nikkei, de Tóquio, teve alta de 1,1%, apesar da expectativa de um devolução dos ganhos da sessão anterior nos mercados europeus e dos EUA nesta quarta.
(Com informações de Reuters e Valor)
| IPCA | mar.13 | 0,47% |
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| IPC-Fipe | mar.13 | -0,17% |
| IGP-M | mar.13 | 0,21% |
| INPC | mar.13 | 0,60% |
| TR | 0,000% | 20.Mai.2013 |
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| CDI | 7,210% | 20.Mai.2013 |
| SELIC | 7,50% | 17.Abr.2013 |